14º Domingo do Tempo Comum

Foto: Álisson Macedo

Ev Mt 11, 25-30

“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos” (Mt 11, 25).

A Palavra proclamada neste domingo nos mostra como Jesus se apresentou diante dos seus, principalmente daqueles que se julgavam os sábios e os poderosos do seu tempo: os Escribas, os Sacerdotes, os Fariseus. A pessoa de Jesus evoca a figura do “servo de Javé” e por isso é um rei humilde, que tem atitudes humildes, mas nem por isso deixa de ser o Filho de Deus. De fato Ele se revela a todos, mas os “sábios e os inteligentes” a que se refere Jesus, conhecedores da Lei e hábeis manipuladores da Tradição, tornam-se opressores, sobrecarregando os ombros dos pobres e dos ignorantes.

Jesus chama a si os que estão fatigados e oprimidos, e o jugo que lhes impõe é suave e leve. Seu jugo, porém, não é leve por ser ele menos exigente, como se sua moralidade fosse permissiva e licenciosa, mas porque Ele, com sua solidariedade e participação concreta, o torna leve. Ele é o primeiro dos pobres, dos simples, dos mansos. Carrega, na frente a cruz sobre seus ombros; é seu exemplo e proximidade com os que sofrem, que tornará leve a cruz de quem O segue. Jesus quis ainda afirmar que os pobres, os últimos, estão em condições ideais para acolher sua mensagem de libertação,  mas têm necessidade, para vivê-la, de passar pelo processo de conversão e de  libertação pascal.

A capacidade de acolher hoje a mensagem de Jesus exige de nós uma postura de despojamento de nossas próprias armaduras: auto-suficiência, prepotência, vaidade. Fazer-se vazio para que Deus possa ocupar este espaço em nós, dando-nos a segurança que provém d’Ele mesmo. É Ele nossa certeza e segurança. Assim poderemos também testemunhar diante das pessoas de nossa convivência diária que a centralidade de nossa vida cristã é o próprio Senhor.

Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano.