24º Domingo do Tempo Comum

Evangelho Mt 18, 21-35

“Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim”? Até sete vezes?” (Mt 18, 21).

A Palavra de Deus neste domingo nos apresenta o grande desafio que enfrentamos em nosso dia a dia. A atitude do perdão é própria daquele que se propõe a seguir Jesus. É d`Ele que nos vem a orientação: devemos perdoar sempre, sem pesar e sem medir a medida do nosso amor, assim como Ele próprio fez: amou a todos indistintamente. O fundamental para o cristão e para a comunidade cristã é a vivência do amor. Na oração que Jesus ensinou aos apóstolos e, consequentemente para todos nós, diz que assim como somos perdoados pelo Pai, devemos perdoar a nossos irmãos. Isto exige uma postura de atenção de todos nós, porque nem sempre é muito fácil.

A Palavra anunciada no Evangelho e na 1ª leitura nos ensina a estarmos dispostos a perdoar. Conta a parábola que o homem que devia a seu patrão uma grande quantidade de dinheiro foi perdoado, mas não perdoou a seu companheiro que lhe devia pouca coisa. O resultado foi que o patrão o condenou a pagar tudo. Quem não é capaz de perdoar não será capaz de criar unidade e de viver em fraternidade na família, no trabalho, na comunidade.

Somos carentes, necessitados do amor de Deus e do amor das pessoas. Deus, que se revelou misericordioso em seu Filho Jesus Cristo, mostra-nos que é bastante rico para perdoar a quem se arrepende. E é na experiência eclesial que aprenderemos a nos tornar misericordiosos e capazes de relevar o que os outros colocam como obstáculos para nossa santificação. A Igreja nos aponta o Sacramento da Reconciliação como o caminho para quem deseja com humildade se reconhecer necessitado do perdão de Deus para oferecer seu perdão a quem lhe tiver magoado. Não podemos nos afastar deste Sacramento, porque senão ficaremos com o coração fechado e impenetrável.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano