26º Domingo do Tempo Comum

Ev Mt 21, 28-32

“Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino de Deus” (Mt 21, 31).

Nas passagens da primeira leitura e do evangelho deste domingo a Igreja quer nos ensinar que é sempre necessária a conversão, a sinceridade no seguimento a Jesus Cristo. O povo judeu e, de modo especial os Fariseus e os Anciãos, que tinham possibilidade para ver em Jesus o Messias prometido, não se abriram à graça de acolher a salvação proposta e encarnada na pessoa de Jesus. Mas, outros se abriram a esta proposta. E justamente, aos olhos dos Fariseus e Anciãos, seriam aqueles que eram discriminados por serem pecadores e Publicanos.

A fidelidade a Deus exige que façamos o que Deus quer de nós. O seguimento a Jesus Cristo exige coerência de vida e a coragem de eliminar as discriminações e os preconceitos. Na vida cristã é necessário ter coragem de se arriscar em busca de novos valores e será pela prática que se julga nossa verdadeira pertença a Jesus Cristo e aos valores do Reino de Deus. Revelamos o que somos pelas nossas obras. Deus não decidiu num dado momento da história, rejeitar Israel e adotar as nações pagãs. Foi o comportamento perante o Messias que fez o povo de Israel perder a grande oportunidade de reconhecê-Lo e se colocar à disposição para anunciar sua proposta de salvação.

Em nossa conduta cristã, na experiência eclesial que vivemos em nossas comunidades, devemos estar atentos a fazer a integração entre a fé e a vida. Isto é, o “sim” de nossa fé deve-se tornar o “sim” de nossa vida. A palavra e a confissão de nossos lábios devem tornar-se ação e gesto das mãos. Assim não seremos cristãos pelo muito falar, pelas muitas devoções, pelas muitas exterioridades, mas por tudo aquilo que realizarmos como conseqüência do seguimento a Jesus Cristo. É Ele que ocupa o centro de nossa vida, tornando-se o fundamento de nossa fé para onde direcionamos nossas ações.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

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