27º Domingo do Tempo Comum

Ev Mt 21, 33-43

“O Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos” (Mt 23, 43).

O tema da vinha em textos do AT, como também nas passagens dos Evangelhos é com clareza bem assimilado e de grande significado: O Povo de Deus é a vinha querida e muito bem cuidada por Deus através dos personagens marcantes na história de Israel. Assim a figura da vinha torna-se com que um exemplo da história da Salvação, do modo de agir de Deus perante seu povo e o mundo inteiro. Deus preparou sua vinha através dos Profetas até que este amor de Deus se revela de modo dramático: mata-se o Filho do dono da vinha! É sempre o amor de Deus que triunfa sobre a recusa e a infidelidade do homem.

A vinha foi retirada daqueles que tiveram o privilégio para cuidar dela, os Sumos Sacerdotes e aos Anciãos do povo e foi entregue a outros, aos pagãos, que acolheram a proposta do evangelho e produziram frutos. Cumpria-se assim a lógica já prevista nas Escrituras: “A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se a pedra angular” (Mt 21, 42). Esta é a verdade da morte e da ressurreição de Jesus sobre a qual está fundado o novo Povo de Deus.

A Igreja, como novo Povo de Deus, tem a missão de produzir frutos, mas igualmente de ser bem cuidada por todos aqueles que a constituem a partir do sacramento do Batismo, nas diversas vocações e ministérios a nós confiados. A cada um de nós, no contexto histórico em que estamos, somos chamados a ser operários da vinha. Nem sempre é fácil o trabalho na vinha do Senhor, diante dos desafios do mundo atual, materialista e secularizado. Falar sobre Jesus Cristo, ou procurar viver os valores evangélicos, incomoda! Ao agir com coerência e convicção, poderemos ser rejeitados ou até martirizados, mas é importante seguir os passos de Jesus: se necessário, dar a vida por causa da correspondência ao amor Deus para conosco.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

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