4º  Domingo do Advento

Ev Lc 1, 26-38

“Eis que conceberás e darás à luz filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi” (Lc 1,31-32).

Neste domingo a Igreja destaca a importância da realização das promessas messiânicas, porque o Salvador seria um descendente real de Davi. José, o esposo prometido à Maria, era da família de Davi. À Virgem Maria, esposa de José, foi enviado o anjo Gabriel que lhe anuncia este privilégio: ela foi escolhida para ser a mãe de Jesus. Deste modo a Virgem Maria participa do processo redentor da humanidade. A partir do seu “sim” dá-se o mistério da encarnação do Filho do Altíssimo. Por isso a importância de Maria em toda a história da obra da redenção. Ela foi escolhida por Deus para esta missão e se fez serva, acolhendo com humildade a manifestação da plenitude da graça em si.

Deus quis a participação da humanidade no processo da salvação: José, Maria, João Batista, são os sinais visíveis deste compromisso. Foram fiéis à missão recebida. Deus coloca sua morada entre os homens e faz de nós como que  pedras na construção desta morada. Pelo “sim” de pessoas simples, humildes, pobres, mas atentas à vontade de Deus, Jesus, Filho de Davi, entra na história da humanidade.

Hoje, nós cristãos, como Igreja, somos portadores de uma missão semelhante à de Maria. Em nossa vida nos comprometemos em acolher Jesus Cristo numa experiência de encontro pessoal com Jesus Cristo, como também pelos sinais celebrativos e pela prática da caridade fraterna a que somos convocados realizar. Acolher Jesus Cristo e levá-Lo a todos, esta é a nossa missão. Nesta semana poderíamos acolher em nossa casa uma pessoa marginalizada e excluída da sociedade, para lhe oferecer nossa atenção e aquilo que ela esteja precisando.  Com certeza iríamos ter uma grande alegria por este gesto!

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

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