6º Domingo da Páscoa

Ev Jo 14, 15-21

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará um outro Defensor para que permaneça sempre convosco o Espírito da verdade.” (Jo 14, 16-17).

Em sua longa despedida feita aos discípulos no ambiente da celebração da ceia pascal, Jesus lhes pede a permanência e fidelidade aos mandamentos, como também aponta para a presença do Espírito Santo que Ele enviaria aos discípulos. No tempo pascal nos é proposto assimilar esses ensinamentos de Jesus, porque Ele também hoje nos anima a permanecer fiéis no seu seguimento, guardando os mandamentos deixados por Ele e a não termos receios, porque temos a presença do Paráclito, do Defensor, que é o Espírito Santo.

Foi desse modo que os apóstolos, permanecendo obedientes a Jesus, constituíram as primeiras comunidades fora de Jerusalém e impuseram suas mãos sobre os que abraçaram a fé e os fortaleceram no Espírito Santo. Seriam então capazes de sofrer por causa do nome do Senhor Jesus. A vivência dos sacramentos do batismo e da crisma pelos cristãos os ajudava na formação da comunidade, como também os levava à prática da vida em comunhão. Era assim muito visível para eles que o Espírito Santo os fortalecia e os tornava capazes de testemunhar o nome do Senhor Jesus.

Hoje a Igreja nos pede a mesma coisa. Temos de modo muito claro a presença e a assistência no Espírito Santo sobre nós. Quantas são as manifestações da ação do Espírito Santo na vida dos homens da Igreja, como por exemplo, na pessoa do Papa Francisco; de Sacerdotes e Consagrados; de Leigos e Leigas; conhecidos ou anônimos, que dão a vida pelo Evangelho e pela Igreja. A iniciativa vem de Deus, mas encontra eco e ressonância naqueles que se abrem para um amor incondicional a Jesus Cristo e àquilo que Ele nos deixou.

O nosso caminho neste mundo tem que ser pautado no amor, no serviço, na entrega pelo Reino de Deus. É preciso dar aos outros, o que temos de bom, dar a oportunidade de viver, de amar, de caminharmos juntos, enfim, dar aos outros, o que queremos para nós mesmos, Jesus disse que “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22,39). O que queremos para nós e para o outro, ou deveríamos querer, é o AMOR, e que este seja espalhado por toda a terra, que seja uma realidade viva.

Texto: Dom Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

Atualização: Padre Vinícius Idefonso Campos

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22 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Cursa Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).