7º Domingo do Tempo Comum

Ev Mt 5, 38-48

“Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito!”(Mt 5, 48).

A Palavra de Deus é um convite e uma proposta a que sejamos capazes de fazer de nossa vida uma semelhança com a vida de Deus: santa e perfeita! No livro do Gênesis, onde se fala da criação do homem, com clareza se diz que“Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher ele os criou” (Gn 1, 27). No entanto, no coração humano nem sempre há lugar para os mesmos sentimentos de Deus, porque fazemos juízos ou tomamos atitudes de exclusão: rejeitamos aquele que nos rejeita; desejamos mal para quem nos fez mal; odiamos aos nossos inimigos. O ensinamento de Jesus, no entanto é completamente o contrário daquilo que às vezes nos parece o certo. Ele diz ser necessário oferecer o outro lado de nossa face a quem nos feriu de um lado; se alguém quiser nos processar para receber nossa túnica, que saibamos de boa mente entregar nosso manto; que será necessário amar e rezar pelos nossos inimigos!

Jesus nos ensina que devemos ser como Deus é! Também esta inspiração de vida já estava no coração do Povo de Deus, citada na primeira leitura,“Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19, 2). Assim, na experiência do Povo de Israel somente é possível amar a Deus se há amor ao próximo. Mas, ao longo da história, houve a tendência de interpretar este mandamento em sentido restrito, reservando a prática do amor para aqueles que eram mais próximos ou amigos. Jesus veio nos ensinar que o amor de Deus não exclui ninguém. Esta é a proposta para todos nós. Será sempre difícil, mas ficará como uma meta a ser atingida: o cristão fiel é aquele que procura ser como Deus; amar gratuita e generosamente a todos.

Para chegarmos a isto é prático que iniciemos pelas pequenas oportunidades que temos em nossos relacionamentos familiares, de vizinhança, no ambiente de trabalho, na vida da comunidade. O que queremos para nós e para o outro, ou deveríamos querer, é o AMOR, e que este seja espalhado por toda a terra, que seja uma realidade viva. É isso que devemos fazer todos os dias, amar amigos e inimigos. “Fazer o bem e emprestar sem esperar coisa alguma em troca, será grande a vossa recompensa…” (Lc 6,35). Ofereçamos sempre nosso perdão àqueles que nos ofenderam. Julguemos bem aqueles que nos julgaram mal. Ofereçamos nossa ajuda àqueles que a negaram para nós. Assim, realizaremos bem o nosso caminho batismal, que é o caminho da santidade e, no dizer de São João Paulo II: “a medida alta da vida cristã comum”.

Texto: Dom Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

Atualização: Padre Vinícius Idefonso Campos

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