Fieis celebram Semana Santa em paróquias da Diocese

O Tríduo Pascal, que recorda e atualiza a Paixão, morte e ressurreição de Jesus é o ponto alto do calendário litúrgico da Igreja Católica. Pela Diocese, uma vasta programação tomou conta das 40 paroquias nos últimos dias da Semana Santa.

QUINTA-FEIRA SANTA

A quinta-feira, 13, foi marcada pela celebração da Ceia do Senhor. Nas paróquias, momentos de oração e criatividade fizeram presentes durante o rito. Com encenação, os sacerdotes repetiram a mesma ação de Jesus, lavando os pés de seus paroquianos. No Matosinhos, além dos doze, uma jovem se caracterizou como Maria, destacando as celebrações marianas de 2017.

Na Paróquia da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, como de costume, a encenação ocorreu na parte externa do templo, na Praça Francisco Neves e contou com a presença da Orquestra Ribeiro Bastos, que entoou composições como o “Domine” e “tu mihi lavas pedes” (“Senhor, lavai-me meus pés”), todas em latim, de autoria do padre José Maria Xavier.

A cena, realizada há quase dois mil anos atrás, motiva o cristão ao serviço, a descruzar os braços e ir ao encontro do próximo.

Ao final da celebração, os “atores mirins” foram presenteados com lindos pacotes de amêndoas, uma tradição peculiar da culinária são-joanense, que dá um “gostinho mais doce” nessa época do ano.

Ainda na quinta-feira, celebrando a Instituição da Eucaristia, as cerimônias da quinta-feira contaram também com a desnudação do altar, transladação e adoração ao Santíssimo Sacramento.

SEXTA-FEIRA SANTA

Em clima de silêncio a sexta-feira da Paixão, 14, amanheceu com jejum, oração e reflexão em diversas Paróquias da Diocese. Vigílias, Vias-sacras, teatros e visita às Igrejas foram algumas atrações religiosas deste importante dia de fé para o católico.

No início da tarde, na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, padre Rafael Querubim, reitor do Seminário Dehoniano de Filosofia de Taubaté/SP, conduziu o sermão das Sete Palavras. O tradicional rito, que é acompanhado pela Orquestra Ribeiro Bastos, deu sequência à Ação Litúrgica, celebrada em todo o mundo às quinze horas.

A celebração, que não possui consagração, é dividida em diversos atos, dentre eles, o emocionante Canto da Paixão, a Oração Universal, Adoração e Beijo da Cruz.

Olhar atento, coração aberto. Esta era a cena, em muitas paróquias, na noite de sexta-feira. Titulada como “Descendimento da Cruz”, a cerimônia paralitúrgica é conduzida por um pregador que, com atualidade, reflete a tocante cena com ações corriqueiras da atualidade. Este ano, no centro de São João del-Rei, a cena foi narrada pelo Arcebispo emérito de Diamantina, Dom João Bosco Oliver de Faria.

A tocante cena foi assistida por milhares de fiéis na escadaria das Mercês, além dos telespectadores da Tv Aparecida, em rede nacional, e da Tv Campos de Minas, em transmissão regional, que puderam acompanhar cada detalhe, na comodidade de sua casa.

A lua já seguia alta quando, aos poucos, placa, coroa de espinhos e cravos eram retirados da imagem de Cristo na cruz. Interpretando José de Arimatéia e Nicodemos, os padres Geraldo Magela e Álisson Sacramento retiravam os objetos no comando do pregador.

A cena teve seu término com o tocante canto da Verônica: “O Vos Omnes”, procissão e “sepultamento”.

Assim como na Paróquia do Pilar, outros lugares também aderiram a cerimônia paralitúrgica para uma reflexão maior sobre o mistério da morte de Cristo.

SÁBADO SANTO

Já no último sábado, 15, a Igreja Católica realizou a Vigília Pascal. A celebração, em caráter solene, é considerada “a mãe de todas as vigílias” e recorda a noite santa em que Jesus Cristo passou da morte para a vida.

A celebração inicia-se fora do templo, onde o sacerdote abençoa o fogo e acende uma grande vela chamada de Círio Pascal, que representa Cristo, a luz do mundo. Os fiéis acendem suas velas no Círio e caminham, em procissão, para o interior da igreja, onde se canta a “Proclamação da Páscoa”.

É durante a Vigília que ocorre a benção da água utilizada no batismo e, em alguns lugares, pode ocorrer à cerimônia do sacramento de iniciação cristã.

Com alegria aflorada, a celebração marca o retorno dos tradicionais cânticos de “Aleluia” e “Glória”, privados desde o início da quaresma. Além do som dos sinos, calados na noite da quinta-feira santa.

Domingo da Ressurreição

Centenas de fiéis reservaram a manhã deste domingo, 16, para celebrar a data que marca a ressurreição de Jesus no calendário cristão. Nas paróquias da Diocese, o dia foi marcado por uma festiva programação.

A palavra Páscoa vem do hebreu e significa “passagem”, referência, para os judeus, da passagem pelo Mar Vermelho, para fora do Egito, onde o povo era escravo. Jesus também festejava a Páscoa, como é lembrado na Última Ceia. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias depois, no domingo logo depois da Páscoa judaica.

Ainda na programação, procissões com Jesus Eucarístico marcaram as cidades presentes no território diocesano.

Antes de encerrar a “Semana Maior” um momento mariano foi realizado em vários pontos da região. Já tradicional na Paróquia do Pilar, uma coroação foi realizada em homenagem a Nossa Senhora, aquela que sofreu na alma ao ver a tamanha dor de seu filho. O sermão foi proferido por Frei César Cardoso Resende. Com a ausência de Dom Célio, Dom João Bosco efetivou o rito, ao som do “Regina Caeli“. O gesto, serviu para um reconhecimento de amor diante da Virgem Maria.

Para encerrar as solenidades, em muitos lugares foram entoados o “Te Deum laudemus”, hino de ação de Graças.

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22 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Cursa Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).