“Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar”

A Quaresma é um tempo litúrgico forte de preparação para as solenidades pascais. São quarenta dias dedicados a essa preparação interior, através das práticas do jejum, da oração e da esmola. Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida.

A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. É nesse período que aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

Fotografia: Aparecida Faraco / Pascom

O número quarenta é muito simbólico na Bíblia. O povo de Israel peregrinou por quarenta anos deserto adentro para chegar à terra da promissão. Foi um período de aprendizado, de treinamento para a dignidade e a liberdade. Jesus jejuou por quarenta dias no deserto e venceu a tentação. No período quaresmal nós também somos convidados a aprender a superar as tentações e trilhar o caminho do bem.

Toda essa caminhada quaresmal é aberta com a imposição das Cinzas. O significado da celebração vem desde o Antigo Testamento, em que se encontra o uso das cinzas como sinal de luto ou penitência. A Igreja herdou tal sinal e no começo do segundo milênio já se praticava a imposição das cinzas ao início da Quaresma. As cinzas são feitas através da incineração dos ramos bentos, usados na Procissão de Ramos do ano anterior.

Elas são sinal de penitência, no sentido de conversão. A conversão consiste, sobretudo, no reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais e pecadoras. No gesto de imposição das cinzas sobre a cabeça das pessoas, o sacerdote ou o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

A conversão consiste em crer no Evangelho. Crer é aderir a ele, viver segundo os ensinamentos do Senhor Jesus. Pode-se usar também a fórmula tradicional: “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar”.

Colaboração: Aparecida Faraco / Pascom Minduri

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