Obesidade abdominal: Os riscos para o coração

Alguns a chamam de “pneus”, algumas são menores, outras são mais salientes, o fato é que aquelas barriguinhas avantajadas não são nada saudáveis e trazem grandes perigos. A obesidade se converteu em uma grande ameaça para a saúde no mundo inteiro. O problema tem se tornado uma grande epidemia e principal fator de risco nas doenças cardiovasculares.

Nossa alimentação está muito voltada para o consume exagerado de farinhas e os açucares. Isso é consequência do nosso ritmo moderno e estilo de vida. É sabido que os obesos têm menos qualidade de vida e os estudos comprovam que o sobrepeso encurta a própria vida. Os riscos aumentam mais ainda quando a obesidade vem acompanhada com diabetes, hipertensão, esteatose hepatica (gordura no fígado), dislipidemia (gordura no sangue), taxas de colesterol elevada, triglicérides.

A chamada obesidade visceral ou subcutânea é perigosíssima. O tecido adiposo não é um mero local onde se armazena gordura, ele também acumula compostos tóxicos que interferem no metabolismo como um todo deixando um quadro de inflamação interna muito grave, tornando-se, até, uma doença crônica.

Além daquela gordura que você “vê” e pode até tocar com as mãos (gordura subcutânea – localizada abaixo da camada mais externa da pele), tem a gordura visceral que fica atrás da parede abdominal e que podem comprometer muitos órgãos com quadros de inflamação. Essa é a mais perigosa, porque vai liberando adipocinas (responsáveis por aumentar a pressão arterial e na absorção da insulina).

Praticamente tudo o que ingerimos durante o dia e não queimamos suficiente energia, vai sendo acumulado no corpo e se tornando gordura. É mais fácil perder a gordura subcutânea através de exercícios e dietas. Já a gordura visceral é mais difícil, pois vai exigir um esforço muito maior do paciente.

Como podemos saber se temos gordura visceral? É simples e qualquer um pode faze em casa: pegue uma fita métrica e tire as medidas da circunferência de sua cintura. Os homens devem ter até 90 cm e as mulheres 80. Se os resultados ultrapassarem essas marcas, significa que você esteja acumulando “gordura visceral”, aquela mais perigosa que vai afetar o bom funcionamento do seu coração e outros órgãos vitais. Agora a melhor parte do nosso artigo: como perder essa gordura visceral? Há necessidade de se dar alguns passos:

  1. Buscar uma dieta pobre em calorias (alimentos naturais, evitar gorduras, trocar frituras por grelhados, substituir os famosos “fast food” por cereais);
  2. Exercícios, sim exercícios regulares e constantes. É fundamental queimar calorias. E como se consegue isso? Fazendo exercícios, suando o corpo. Quais os melhores? Andar, correr, pular corda, andar de bicicleta, fazer esteiras, etc, ou seja, os aeróbicos são os melhores.

O nosso corpo foi feito para se mexer, ele é movimento. Portanto, fechar um pouco a boca, evitar os açucares e carboidratos, fazer atividades físicas, pode ter a certeza absoluta que os pneusinhos vão embora e aquela gordura interna começa a diminuir. E o resultado? Sua saúde volta e sua autoestima elevadíssima. Deus o abençoe sempre mais.

Assinatura Frei Rinaldo ATUALIZADA colunista

Fonte: A12

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