Por que Perdoar?

Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso Reino seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu, o pão nosso de cada dia nos dai hoje, PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS…

Ofensa de palavras ou atitude indevida com alguém, ofensa de descuido na relação com o marido ou com a esposa, com o filho, com os pais. Deus que é um Pai misericordioso certamente nos perdoa, mas ensina: “se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. (Mateus 5:23,24). Mas muitos cristãos não seguem esta preciosa orientação e passam a vida com questões pendentes que atrapalham uma boa convivência, principalmente, com os mais próximos. Quantas famílias que convivem bem no dia-a-dia, mas que tem uma pessoa com uma dor constante e que ninguém percebe ou faz de conta que não vê e que um pedido de perdão curaria, possibilitando uma convivência mais saudável. Por mais que tomemos cuidado nas relações, falhamos em algumas situações e, nessas horas, um pedido de desculpas é imprescindível para por fim ao mal estar que nossa falha causou. Numa conversa sincera entre você e Deus, reflita honestamente: há alguém nesta condição próximo de você?

O pedir perdão vem como uma possibilidade de alívio de tensões, como solução para um problema que trás consequências no dia-a-dia e que por orgulho, timidez a pessoa fica presa. Jesus veio ao mundo para nos salvar, para remir os nossos pecados porque Deus conhece nossas limitações, sabe que não somos perfeitos como Ele é perfeito.

A primeira atitude para pedir perdão é reconhecer o erro, o que não será fácil (lembra que somos limitados?), mas com a ajuda de Deus, clamando a sabedoria do Espírito Santo, será certamente possível. Busque ajuda de pessoas certas, cuidado para não cair na armadilha de procurar alguém que lhe fale o que você quer ouvir e continuar preso. Finalizada esta primeira etapa de assumir que errou, comece a vislumbrar a alegria e a liberdade. Ufa!!! Não foi fácil, não é? Mas Deus é contigo! Agora é preciso escolher o momento apropriado para você e para o outro (principalmente para o outro que ainda não está no percurso do perdão que você está trilhando) e “chega de tentar, dissimular e disfarçar e esconder o que não dá mais pra ocultar” e encontre esse momento para a beleza do pedir perdão.

Informe claramente sobre qual situação está pedindo desculpas, fale do seu sentimento, NÃO JULGUE o outro, nada de piadinhas do tipo “mas você também não é fácil”, fale de você, do arrependimento pela ação (ou falta de atitude) ou palavras que agora reconhece como errada.

A reação do outro não deve ser o seu foco, pois é imprevisível, talvez ele (a) se encherá de alegria por receber algo que esperava há muito tempo, mas talvez precise de um tempo para processar esta surpresa ou talvez o longo período de sofrimento tenha provocado feridas que só a graça de Deus poderá curar e, se isto ocorrer, não desanime e cuidado com a ira e o julgamento, peça a Deus por ele(a) e Ele trará paz ao seu coração e ao coração do outro, você fez o que é próprio de um cristão. A partir daí, sinta o prazer de libertar-se da prisão, peça desculpas quando falhar, reconcilie-se com Deus e transmita a experiência para outras pessoas.

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Departamento de comunicação