Repleta de devotos, paróquia distribui 7 mil rosas em homenagem à “Santa dos Impossíveis”

Conhecida entre os católicos como a santa das causas impossíveis, o dia de Santa Rita de Cássia foi comemorado nesta terça-feira, 22, com muita festa. A pequena cidade de Ritápolis ficou repleta para as celebrações de missas e procissão. Ao todo foram distribuídos 7 mil rosas como forma de fomentar a devoção popular.

Santa Rita de Cássia nasceu na Itália em 1381, casou, teve filhos, mas passou os últimos 14 anos de vida em um convento. A canonização só aconteceu em 1900 e à Santa são atribuídos vários milagres.

Seguindo a programação, os fiéis participaram de celebrações de missa e procissão luminosa. Padre Geraldo Magela presidiu a missa festiva, realizada na parte externa do santuário. À chegada da procissão, a santa foi homenageada com aplausos e fogos.

Em meio as orações, diversos pedidos e agradecimentos. “Tudo que peço a Santa Rita ela me atende. Tenho muita fé. Enquanto estiver viva, irei trazer minha filha vestida (com o habito da Santa) na procissão”, explica Beatriz, emocionada, com a pequena Sofia nos braços.

Com mais de um século e meio de existência, os festejos em Ritápolis atrai não apenas moradores, mas devotos de toda a região. Padre Adriano Oliveira, que participou pela primeira vez da festa como pároco, viu a experiencia como algo inesquecível. “A doçura de Santa Rita é, de fato, a docilidade de Deus. É isso que encanta e nos atrai a este Santuário. Foi um verdadeiro tempo de graças e bençãos este jubileu”.

Durante o cortejo muitos balões, flores e velas enfeitavam o percurso. Tudo acompanhado por muitos fogos. Uma forte devoção da comunidade que, muitas vezes, vem de berço, como as irmãs Giovana e Gabriela, de apenas 04 anos. “A Gabriela fala que quer ser Santa Rita quando crescer. Ela tem uma imagem da santa no quarto e fala o tempo todo nela. É uma grande devota”, explica a mãe das pequenas ritapolitanas.

Na chegada houve homenagens, benção com a relíquia e distribuição de rosas. A planta remete a uma roseira que ela plantou no convento em 1417. Segundo a tradição, durante um período em que ela esteve doente, as irmãs levaram algumas rosas a ela. O interessante, porém, é que as rosas haviam brotado milagrosamente, pois era inverno.

Essa roseira continua dando rosas em todo inverno até os dias de hoje. As rosas simbolizam também a intercessão de santa Rita pela conversão dos pecadores e a bondade de seu coração.

 

22 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Cursa Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).