Santo de combate às epidemias é festejado em Paróquias da Diocese

A imensa quantidade de brasileiros que carregam o nome Sebastião em seu registro permite imaginar o quanto aquele santo militar romano é admirado e venerado em nosso país. Crianças são batizadas com seu nome, paróquias o têm por padroeiro, igrejas o festejam como Patrono, bairros e cidades também a ele se vinculam. Tudo, na devoção ao santo que é tido como padroeiro dos soldados, arqueiros e atletas, sendo muito invocado no combate às epidemias. Sem dúvida, São Sebastião “arrasta” multidões em sua devoção, o que não é diferente na Diocese de São João del-Rei, onde 04 de suas Paróquias são, a ele, dedicadas.

Festejado na última sexta-feira, 20, celebrações de missas e procissões fizeram parte das programação. Em Lavras, o dia amanheceu com um café saboroso “com o Padroeiro”, reunindo grande parte da comunidade paroquial. Em São Sebastião da Vitória, a data contou com muita música e homenagens ao santo.

Padroeiro da menor cidade brasileira, Santa Cruz de Minas recebeu milhares de fiéis no dia maior da festa. Com ruas cheias, o cortejo de fé arrastos devotos pelas ruas da cidade. O mesmo ocorreu com os ingaienses que saíram, em procissão, com a imagem do santo pela cidade.

Sobre o Santo

São Sebastião é de Narbonne, mas sua família é de Milão. Na época em que ele viveu os cristãos estavam sendo duramente perseguidos pelo imperador romano e o seu desejo de ajudar esses irmãos na fé foi o que levou ao serviço militar. No exército era um soldado formidável e por baixo dos paramentos militares nunca deixou de lado a sua identidade de cristão, vivendo uma autêntica vida cristã. Várias vezes alentou os perseguidos pela fé a não fraquejarem nos últimos momentos.

12507251_1222759394419736_201501029622366299_nQuando chegou a sua hora, também não deixou de lado a sua fé, mantendo-a firmemente apesar das ameaças do imperador. Um apóstata o denunciara como cristão e o Imperador ficou triste porque o considerava um ótimo soldado, mas se ele quisesse continuar sendo soldado, deveria deixar a fé em Jesus. Como não o fez, o Imperador o condenou a ser morto a flechadas.

A imagem de São Sebastião mais comum é uma que ele se encontra amarrado a um tronco de madeira, traspassado por algumas flechas, com aparência de morto. Talvez por isso muitas pessoas ainda associem que ele morreu nesse episódio, mas esse não é o final da história. Depois de alvejado, alguns amigos perceberam que ele ainda vivia e o levaram a uma senhora muito cristã, que o curou.

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22 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Cursa Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).