Solenidade de Pentecostes

Ev Jo 20, 19-23

“Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Depois soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo!” (Jo 20, 21-22).

Dizemos que celebrar o Pentecostes é celebrar o início de nossa Igreja. No próprio dia da Páscoa o Senhor Ressuscitado já confirma aos apóstolos que não os deixará jamais. Confirma-os para que realizem idêntica missão que havia recebido do Pai, mas soprando sobre eles, proclama: recebei o Espírito Santo! É grandioso este momento, que após cinqüenta dias do acontecimento da Ressurreição, conforme o relato do cap. 2 dos Atos dos Apóstolos, é confirmado de modo muito visível quando os Apóstolos vêem o fenômeno das línguas de fogo sobre eles e uma força poderosa vir sobre eles. Terão a coragem e alegria de ir ao encontro das pessoas pelas ruas de Jerusalém anunciando a pessoa e a obra de Jesus Cristo.

Pentecostes é a plenificação do Mistério pascal. A comunhão com o Ressuscitado se dá pelo dom do Espírito Santo, que continua na Igreja a obra de Jesus Cristo e sua presença gloriosa. A pregação dos Apóstolos no dia de Pentecostes demonstra que o medo acabara para eles, como também que o Senhor Jesus deveria ser anunciado para todos os povos e todas as línguas. Todos deverão entender o Projeto do Reino do Pai, iniciado por Jesus Cristo e que será continuado pela Igreja, assistida e fortalecida pelo Espírito Santo.

As manifestações populares nas festas do Divino significam o profundo amor de nosso povo ao Divino Espírito Santo. Diz o Sl 103:“Envia teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra” (Sl 103, 30). A força renovadora do Espírito Santo nos impele a assumir com nova vitalidade nossos compromissos como cristãos nas comunidades, como também na compreensão de que somos morada do Espírito Santo e que, portanto, devemos nos deixar guiar por sua inspiração e não de acordo com nossos caprichos. Segundo o Papa Francisco, “quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador”.

Texto: Dom Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

Atualização: Padre Vinícius Idefonso Campos