V Domingo da Páscoa

Evangelho Jo 13, 31-35

“Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”.

(Jo 13, 33-34).

São João soube de modo tão completo e profundo narrar para nós qual teria sido o conteúdo das conversas de Jesus com seus apóstolos a partir do momento em que eles se encontram para celebrar a páscoa judaica antes de sua prisão e condenação à morte de cruz. Do 13º capítulo ao 17º, Jesus partilha com eles seus sentimentos de tristeza sim, pela separação eminente, mas ao mesmo tempo os confirma a continuar o que aprenderam com Ele, querendo dizer que eles de fato eram seus amigos escolhidos e amados. De todos os ensinamentos o que mais se repete é a necessidade de que os apóstolos sejam capazes de permanecer em Jesus e amar como Ele os amou.

Na vivência dos primeiros cristãos, pelo testemunho do livro dos Atos dos Apóstolos, como também pelas Cartas Apostólicas e pelo Apocalipse, constatamos que os primeiros cristãos colocaram em prática tais ensinamentos. A Igreja foi se constituindo pelo testemunho da fé e da vivência do amor entre os cristãos. Esta postura também os levou a dar a vida por Jesus Cristo e pela Igreja, como nos demonstram as perseguições a eles feitas pelos Imperadores Romanos.

Nossa identificação como seguidores de Jesus Cristo, isto é, como cristãos, tem este itinerário. Descobrimos quem é o que significa Jesus Cristo para nós. Somos batizados e professamos a fé. E a expressão coerente de nossa fé e vivência devem concretizar pela prática da caridade e do amor. É este o ensinamento recebido na carta de São Tiago: “Que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática?” (Tg 2, 14).

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

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