XXIV Domingo do Tempo Comum

Foto: Álisson Macedo

Ev Lc 15, 1-32

“Haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.” (Lc 15, 7).

Estamos no Mês da Bíblia. O que mais transparece nos livros da Sagrada Escritura é o amor de Deus para conosco, manifestada em atitudes de misericórdia, de perdão, de reconciliação. O capítulo 15 do Evangelho de São Lucas, hoje proclamado, ocupa o ponto central de sua narrativa. E fala justamente da misericórdia e do perdão, expressos nas atitudes do pastor que vai atrás de uma ovelha perdida, da mulher que sai à procura de uma moeda perdida e do pai que acolhe o filho arrependido. A postura de Jesus Cristo no enfrentamento com os Fariseus acontecia sempre neste nível: Ele desejava mostrar o amor de Deus Pai que perdoa os pecadores, que vai ao encontro dos perdidos, que dá uma nova chance àquele que se arrepende e volta para casa. A centralidade da vida de Jesus era assim o amor, a misericórdia. Os Fariseus eram por demais legalistas e não tinham um coração capaz de entender estas atitudes e posturas de Jesus.

Em nossa escola de vida cristã no seguimento a Jesus Cristo temos também muitas oportunidades de viver e entender a manifestação do amor de Deus para conosco. Seja que experimentamos em nós mesmos a graça da volta e da reconciliação com Deus pela graça do perdão de nossos pecados no Sacramento da Confissão, seja que praticamos em gestos concretos esta atitude de Deus. O perdão que oferecemos a quem nos ofende. A compreensão de um pai que acolhe um filho ou uma filha que se afasta da vida da família. Na medida em que somos perdoados, temos mais condições de também perdoar a outras pessoas.

Neste Ano Santo da Misericórdia proposto pelo Papa Francisco é de que sejamos também Misericordiosos como o Pai! Já tivemos muitas oportunidades de refletir sobre este tema e com certeza também de experimentarmos o amor misericordioso do Pai para conosco em momentos propostos pela Igreja: confissão, peregrinação, ou outras iniciativas. Mas, numa decisão que poderá determinar muito nosso ser discípulo de Jesus, poderíamos nesta semana procurar alguma pessoa do nosso relacionamento que talvez esteja distante do caminho do amor de Deus. Manifestar para com esta pessoa uma atitude de acolhida e de convite a voltar à vida da graça.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

23 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Cursa Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).