27º Domingo do Tempo Comum

Mt 21,33-43

“o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

Neste Domingo lemos o evangelho de Mt 21,33-43. A perícope evangélica faz parte um bloco de três parábolas (cf. Mt 21,28-32. 33-43; 22,1-14), destinadas a ilustrar a recusa de Israel em aceitar o projeto de salvação que Deus oferece aos seres humanos através de Jesus.

A parábola fala de um senhor que possuía uma vinha e a arrendou a vinhateiros. Os vinhateiros deveriam, a cada ano, dar uma determinada percentagem dos frutos produzidos ao dono da vinha. Contudo quando os servos vão até a vinha cobrar o que era do Senhor, foram maltratados e assassinados pelos vinhateiros; e o próprio filho do dono da vinha, enviado pelo pai para chamar os vinhateiros à responsabilidade e ao respeito pelos compromissos, foi assassinado.

A vinha da parábola é Israel, o Povo de Deus. O dono da vinha é Deus. Os Vinhateiros são os líderes religiosos judaicos e chefes do povo; que tinham a responsabilidade de cuidar da vinha. Os servos enviados pelo dono da vinha são os profetas. Profetas que foram perseguidos pelos líderes de Israel. O filho morto fora da vinha é Jesus, assassinado fora dos muros de Jerusalém.

O excerto evangélico narra um quadro de uma gravidade extrema. Os vinhateiros não só não entregaram ao senhor os frutos que lhe deviam, mas fecharam todos os caminhos de diálogo e recusaram todas as possibilidades de encontro e de entendimento com o dono da vinha; maltrataram e apedrejaram os servos enviados pelo “senhor” e assassinaram o filho.

A parábola fala de trabalhadores da vinha de Deus que rejeitam o filho de forma radical. É provável que nenhum de nós se coloque numa atitude semelhante e rejeite Jesus. No entanto, se abandonarmos os valores de Jesus e deixar que o egoísmo, o comodismo, o orgulho, a arrogância, o dinheiro, o poder, a fama, guiem as nossas ações estaremos fazendo como os vinhateiros, rejeitando o filho.