Batismo: a preparação para a vida cristã e as limitações em tempos de pandemia

Geralmente as pessoas gravam na memória datas importantes que marcaram a vida, como o dia do aniversário, do casamento ou da ordenação presbiteral, ou, até mesmo, datas importantes das pessoas que se ama. A data do nosso Batismo, no entanto, geralmente não está entre essas datas conhecidas. Talvez seja por falta de uma boa memória ou, simplesmente, porque não se têm esse dia como, relativamente, importante. Mas ele é, e a celebração do batismo do Senhor reforça isso.

Depois das celebrações de Natal e da Epifania do Senhor, a Igreja nos propõe celebrar essa outra grande festa de Jesus, o dia do seu Batizado. Se bem que Jesus não foi batizado logo depois que nasceu, mas por seu primo João, já na fase adulta.

É no dia do batizado que se entra para a família de Deus, herdeiros dessa tradição de fé. E se engana quem pensa que a caminha é solitária. Além da criança, os ritos exigem a presença do celebrante, pais e padrinhos. O que muitos não sabem é que existe uma Pastoral por trás desde trabalho sacramental: a Pastoral do Batismo.

Com o objetivo de conscientizar pais e padrinhos sobre o valor do batismo e demais sacramentos. A Pastoral segue com a missão de mostrar que o batismo seja, cada vez menos, um rito puramente tradicional e social, e cada vez mais uma entrada consciente do homem para o mundo de Cristo e seu Evangelho.

“O Sacramento do Batismo é muito importante em nossa vida, bem como todos os sacramentos, embora percebessem que muitas pessoas parecem valorizar mais este e esquecer-se dos outros, é ele que vai nos abrir as portas para os outros sacramentos”, explica Sandra Resende, membro da Pastoral em São João del-Rei.

Membro da equipe há 19 anos, Sandra viu um grande numero de crianças serem batizadas. Segundo ela, é um prazer realizar esse trabalho. “Temos duas equipes. Uma fica por conta de auxiliar o padre no dia do batizado, a outra na preparação para os pais e padrinhos. Enfim, é um trabalho muito bonito que me orgulho de fazer parte”, explica.

A Igreja orienta que as crianças filhas de pais cristãos sejam batizadas nas primeiras semanas de vida e, de preferência, na paróquia onde os pais têm residência. Se os pais quiserem que a criança seja batizada em outra paróquia devem procurar a Secretaria Paroquial e adquirir os documentos necessários para a transferência.

Em tempos de pandemia

Com a pandemia da Covid-19 a organização da pastoral e a celebração sacramental tiveram que sofrer adaptações para que houvesse mais segurança e seguisse as normas de cuidado e prevenção ao vírus. “Com a pandemia, estamos realizando as preparações para país e padrinhos de forma remota, on-line, sendo dois encontros, um por semana. Cada dupla ou casal de catequistas prepararam uma família. Quanto aos batizados, estão acontecendo com número reduzido de crianças e com as devidas precauções”, explica Sandra.

E as alterações não param por ai. “De acordo com os protocolos da diocese, por causa da pandemia, para que não tenham contato físico, somente os pais fazem o sinal da cruz na testa da criança. A unção com o óleo do crisma também está sendo omitida. A criança fica sempre no colo da mãe”, conclui.

Lidiane de Oliveira levou a pequena Alice para ser batizada. O momento foi de grande alegria mas teve que ser compartilhado com poucos familiares e amigos. “Até demorei um pouquinho para marcar a data na esperança que as coisas se ajeitassem. Queria muito que mais pessoas pudessem participar desse momento tão importante. Enfim, o batizado da minha filha foi bem diferente das celebrações em que apadrinhei mas, claro, isso não diminuiu a importância e nem a emoção”, explica a jovem mãe.

26 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).