Protetor contra as epidemias, São Sebastião será festejado a partir do dia 11

Aclamado como padroeiro dos soldados, arqueiros e atletas, São Sebastião é muito invocado no combate às epidemias. A imensa quantidade de brasileiros que carregam o nome Sebastião em seu registro permite imaginar o quanto aquele santo militar romano é admirado e venerado em todo o país. Crianças são batizadas com seu nome, paróquias o têm por padroeiro, igrejas o festejam como Patrono, bairros e cidades também a ele se vinculam.

Sua intercessão nos casos contra epidemias se devem aos registros de sua canonização, quando constam relatos sobre pedidos feitos ao santo para livrar diversas regiões na Europa assoladas por doenças contagiosas – que desapareceram após as orações do povo. Em tempos de pandemia da Covid-19, muitos o recorreram para pedir a proteção.

Festejado no dia 20 de janeiro, celebrações de missas e procissões motorizadas fazem parte das programações festivas. Entre as regiões que o adotaram como padroeiro se encontram a pequena Santa Cruz de Minas, Ingaí, São Sebastião da Vitória e Macucu de Minas. Em Lavras, há também uma Paróquia dedicada ao santo.

Santa Cruz de Minas

lavras

ingaí

(em breve a programação das demais paróquais)

Sobre o Santo

São Sebastião é de Narbonne, mas sua família é de Milão. Na época em que ele viveu os cristãos estavam sendo duramente perseguidos pelo imperador romano e o seu desejo de ajudar esses irmãos na fé foi o que levou ao serviço militar. No exército era um soldado formidável e por baixo dos paramentos militares nunca deixou de lado a sua identidade de cristão, vivendo uma autêntica vida cristã. Várias vezes alentou os perseguidos pela fé a não fraquejarem nos últimos momentos.

Quando chegou a sua hora, também não deixou de lado a sua fé, mantendo-a firmemente apesar das ameaças do imperador. Um apóstata o denunciara como cristão e o Imperador ficou triste porque o considerava um ótimo soldado, mas se ele quisesse continuar sendo soldado, deveria deixar a fé em Jesus. Como não o fez, o Imperador o condenou a ser morto a flechadas.

A imagem de São Sebastião mais comum é uma que ele se encontra amarrado a um tronco de madeira, traspassado por algumas flechas, com aparência de morto. Talvez por isso muitas pessoas ainda associem que ele morreu nesse episódio, mas esse não é o final da história. Depois de alvejado, alguns amigos perceberam que ele ainda vivia e o levaram a uma senhora muito cristã, que o curou.

26 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).