A Renovação Carismática Católica de São João del-Rei está convocando a todos os são-joaneneses para uma Vigília “A favor da Vida e Contra o Aborto”. O evento vai acontecer neste sábado, dia 16, na Capela do Colégio Nossa Senhora das Dores, e tem previsão de início às 23:30 horas e término às 6 horas de domingo, dia 17. O motivo vem após o pedido de inclusão em pauta da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442 no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação em questão busca uma possibilidade de descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. No texto, os bispos reafirmam o posicionamento contrário ao pedido feito pela ADPF.


“A vida é um direito inviolável e, em Vigília, clamaremos ao Céu para que multipliquem-se os defensores da Vida; para que as mães e pais, que pretendem cometer o aborto, se sintam envolvidos pelo amor de Deus e reconheçam que a vida gerada no ventre é obra-prima do Criador. Cremos que em breve será proclamada a vitória da vida sobre a morte. Por isso, todos estão convidados a viverem essa batalha de oração pela vida”, pontua Leandro de Oliveira, coordenador do RCC.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota nesta quinta-feira (14) contra a descriminalização do aborto. “Jamais aceitaremos quaisquer iniciativas que pretendam apoiar e promover o aborto”, diz trecho do texto. Em outro ponto da nota divulgada, o entendimento é que os pedidos da ADPF 442 “foram conduzidos como pauta antidemocrática”. A Presidência da CNBB salienta que “se até hoje o aborto não foi aprovado como querem os autores da ADPF, não é por omissão do Parlamento, senão por absoluta ausência de interesse do Povo Brasileiro, de quem todo poder emana, conforme parágrafo único do art. 1º da Constituição Federal”.
.:: Veja a nota na íntegra:
NOTA DA CNBB
VIDA: DIREITO INVIOLÁVEL
“Propus a vida e a morte; escolhe, pois a vida” (Dt 30,19).
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de sua Presidência, reafirma sua posição em favor da vida desde a concepção.
Diante do pedido de inclusão em pauta da ADPF 442 (2017), no Supremo Tribunal Federal (STF), que pleiteia a possibilidade de aborto legal até a 12ª semana de gestação, reafirmamos que “o aborto constitui a eliminação de uma vida humana, trata-se, pois, de uma ação intrinsecamente má e, portanto, não pode ser legitimada como um bem ou um direito” (Vida: Dom e Compromisso II: fé cristã e aborto, Edições CNBB, 2021, n.96).
Jamais um direito pode ser exigido às custas de outro ser humano, mesmo estando apenas em formação. O fundamento dos direitos humanos é que o ser humano nunca seja tomado como meio, mas sempre como fim. “Ninguém nunca poderá reivindicar o direito de escolher o que mais convém por meio de uma ação direta que elimine uma vida humana, pois nenhuma pessoa tem o direito de escolha sobre a vida dos outros” (Vida: Dom e Compromisso II, n. 97).
“A decisão deliberada de privar um ser humano inocente da sua vida é sempre má, do ponto de vista moral, e nunca pode ser lícita nem como fim, nem como meio para um fim bom” (Evangelium Vitae, n. 57).
Como já nos manifestamos em 2017, por meio de Nota “Pela vida, contra o aborto”, reiteramos nossa posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural. Entendemos que os pedidos da ADPF 442 foram conduzidos como pauta antidemocrática pois, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal (STF) uma função que não lhe cabe, que é legislar diante de uma suposta e inexistente omissão do Congresso Nacional, pois se até hoje o aborto não foi aprovado como querem os autores da ADPF não é por omissão do Parlamento, senão por absoluta ausência de interesse do Povo Brasileiro, de quem todo poder emana, conforme parágrafo único do art. 1º da Constituição Federal.
De qualquer forma, jamais aceitaremos quaisquer iniciativas que pretendam apoiar e promover o aborto.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, ajude-nos na missão de escolher a vida, como dom de Deus e compromisso de toda humanidade.
Brasília- DF, 13 de setembro de 2023
A nota foi divulgada e assinada pela Presidência da CNBB: Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, Dom João Justino, arcebispo de Goiânia (GO) e 1º vice-presidente da CNBB, Dom Paulo Jackson, Arcebispo de Olinda e Recife (PE) e 2º vice-presidente da CNBB, Dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB. (Fonte: CNBB)






