Jubileu de Nazareno tem início nesta quarta-feira, 30

O nascimento de Nossa Senhora ou a Natividade de Maria é uma festa litúrgica da Igreja Católica, celebrada no dia 8 de setembro, nove meses após a sua Imaculada Conceição. De acordo com a tradição, Maria nasceu de pais já velhos e estéreis, chamados Joaquim e Ana. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.

Nessa data, muitas festas são realizadas em todo o país. Na região, os festejos se concentram na cidade de nazareno, 53 km de São João del-Rei. A celebração religiosa atrai os olhares dos fiéis, devotos, que sempre se fizeram romeiros da Virgem Maria. São dias de celebração que preenchem a expectativa de milhares de devotos que para lá se dirigem para poder prestar culto e recorrer à poderosa intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, que há tanto tempo protege e abençoa aquela cidade, seus habitantes e os romeiros do Santuário. Nesse mesmo clima, em sintonia com a Igreja no Brasil, celebraremos o 3° Ano Vocacional – Vocação: Graça e Missão – “Corações ardentes, pés a caminho” Lc 24,32-33.

Ao celebrar Nossa Senhora de Nazaré, serva da Palavra de Deus, a comunidade psroquial quer percorrer os Evangelhos, trazendo à memória alguns encontros de Jesus que marcaram corações, se conectando com Jesus nos seus encontros com: João Batista (Mt 3,1-17), os quatro primeiros discípulos: Pedro e André, Tiago e João (Mc 1,16-20), o leproso (Mc 1,40-45), o centurião romano (Mt 8,5-13), o paralítico e Levi (Mc 2,1-17), Bartimeu (Mc 10,42-52), a mulher surpreendida em adultério (o 8,1-11), o homem rico (Mc 10,17-23) e
Maria de Nazaré.

De acordo com Rodrigo Augusto, secretário de pastoral da paróquia – e que desde 2012 ajuda na linha de frente da organização do Jubileu – “muito mais que devoto de Nossa Senhora de Nazaré sou filho da Mãe terníssima de Deus. É no seu trono e aos seus pés que tantas vezes levei os meus pedidos e rendi o meu agradecimento por tantos caminhos abertos e rescritos. Nossa Senhora de Nazaré marca a minha história como a de todos os nazareneses. Louvo a Deus por permitir que nossa cidade seja edificada por uma fé tão bonita e amparada maternalmente por uma Senhora que nunca nos desampara e nos leva sempre a Jesus”.

A cidade se movimenta de forma peculiar nesses dias, a passagem dos peregrinos, romeiros e devotos se intensificam na busca pela intercessão da Senhora de Nazaré. As ruas da cidade ficam tomadas pelo agito das barracas e barraqueiros, marcando aquilo que os nazarenenses já estão acostumados, que é a parte social intensa. Janúzia de Romão, ao relatar sobre a sua experiência com o Jubileu de Nossa Senhora de Nazaré, afirma que “a motivação vem da alma, é algo difícil de descrever, uma sensação que nos faz chorar de emoção. Quando Setembro se aproxima, parece que o ar, a natureza e tudo em volta nos aponta que se aproxima a tão esperada festa”. Para ela, Nossa Senhora representa “aconchego, segurança, colo de Mãe, cuidado e paz no coração”.

A devoção à Mãe de Deus enche por completo a vida do fiel devoto que encontra Nela caminho e referência para uma vida dedicada a Jesus Cristo. Para Janúzia, portanto, a expectativa “é de conversão e maior aproximação de Jesus Cristo, pois sabemos que Nossa Senhora nos pega pela mão e nos leva a Jesus. O fim último de nossa fé à Nossa Senhora é chegar a Jesus. Ele é o centro. E ela nos ensina e nos mostra o caminho para chegar até Ele”.

O Jubileu, assim, é para o povo de Nazareno sinal de alegria e esperança, pois mesmo em meio à correria da vida e as lutas que cada um enfrenta, a certeza de que Nossa Senhora ampara e protege cada filho seu permanece intacta nos corações.

A novena em honra à Santa Virgem é celebrada com piedade e entusiasmo, destacando-se a enorme participação de todo o povo que se reúne com o objetivo de render graças e louvores a Maria. Além disso, a Novena e o Jubileu é um momento de se encontrar como comunidade aos pés da padroeira da paróquia, celebrando a fraternidade e o encontro como caminhos autênticos de conversão, de celebração da fé e de vivência eclesial.

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