11º Domingo do Tempo Comum

Ev Mt 9,16-10,8

“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 9,6)

A Liturgia da Palavra deste domingo leva-nos a recordar a constante presença de Deus no mundo, a vida e a salvação que Ele oferece diariamente aos seus filhos e filhas. Mas essa presença de amor e salvação concretiza-se através daqueles que Ele chama e envia, para serem sinais vivos do seu Reino.

Na primeira leitura é recordada a Aliança que Deus estabelece, elegendo e chamando um povo para crescer na comunhão, no amor, formando uma grande família. Esse povo tem a missão de estar reservado para o serviço do Senhor, é um povo sacerdotal, que deve, através de palavras e obras, ser um sinal de Deus no meio das outras nações. Todos nós fazemos parte dessa porção e temos o compromisso de ser um sinal de Deus no chão que pisamos. Por isso, o Apóstolo Paulo na segunda leitura recorda que a comunidade dos discípulos é uma comunidade formada de pessoas amadas por Deus. Um amor que acontece desde sempre, de forma gratuita e absolutamente único. Os cristão devem, pois, ir pelo mundo testemunhando esse amor de Deus aos homens. Ao respondermos o chamado do Senhor, temos a obrigação de passar a viver como ele viveu, numa doação amorosa.

No Evangelho segundo Mateus, temos o chamado “discurso da missão”. O chamamento e envio dos “doze” simbolizam a totalidade do Povo de Deus. Esse povo tem o compromisso de anunciar o Reino, dando continuidade a missão de Jesus, levar a mensagem de salvação e libertação a toda a Terra. Somos todos chamados a seguir a Jesus. Somos o Povo de Deus. Que não tenhamos medo de responder sim a esse chamado. E se a dúvida ainda nos atormenta, faça a você a seguinte pergunta: como posso corresponder ao chamado de Jesus? Você poderá responder: vivendo em plenitude o meu batismo como leigo, na vida social de cada dia, no testemunho e na fidelidade ao Evangelho, para a construção de um mundo mais justo e mais fraterno.

Texto: Dom Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

Atualização: Padre Vinícius Idefonso Campos