17º Domingo do Tempo Comum

Ev Mt 13, 44-52

“Todo mestre da lei que se torna discípulo do reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” 

(Mt 13, 52)

A missão de Jesus Cristo foi a de instaurar entre nós o Reino de Deus. E assim o Reino de Deus torna-se o objetivo principal dos ensinamentos do Novo Testamento. João Batista e Jesus iniciam sua pregação proclamando que o Reino de Deus estava próximo e que seria necessária a conversão para recebê-lo. O Reino é comparado a um tesouro precioso, ou a uma pérola de grande valor, ou ainda a uma grande pesca. O importante será a ação da pessoa em busca do Reino, o saber empenhar-se e fazer, com a sabedoria que vem do próprio  Deus, a escolha certa.

O Reino de Deus já está presente, como uma semente; mas é necessário que cresça. Instaurado por Jesus, é certamente a concretização daquilo que previam as Sagradas Escrituras. Deverá ser construído em toda a terra e essa é a missão dos cristãos. Iluminados pelo Espírito Santo somos chamados a trabalhar nessa construção. A Igreja não se idêntica com o Reino de Deus, mas aponta as condições para construirmos e participarmos deste Reino. Para isso será necessário escolhermos com sabedoria aquilo que é mais importante e nos devotarmos totalmente a este empreendimento: a vivência do amor e a transformação das realidades pecaminosas que dificultam a presença do Reino de Deus em nosso mundo de hoje.

Na realidade de um mundo secularizado em que vivemos, onde as pessoas não querem saber de Deus ou dos valores proclamados por Jesus Cristo, somos conscientes de que o Batismo nos faz anunciadores do Reino de Deus. Que o nosso anúncio seja alegre e contagiante, para que outros possam conhecer e assumir o compromisso de implantar este Reino de Deus. O Reino de Deus não é delimitado por espaço, tempo ou momento, mas por todas as ações concretas em favor da justiça, da paz, da alegria e do amor, ensinadas e vividas por Jesus Cristo.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano