1º Domingo do Advento

(Lc 21,25-28.34-36

Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem.

Iniciamos o tempo de preparação para o natal: o Advento. Toda a liturgia do Advento é apelo para se viver alguns comportamentos essenciais do cristão: a expectativa vigilante e alegre, a Esperança, a conversão, a pobreza.

A palavra Advento, etimologicamente significa acontecimento, era usado para expressar a ascensão do imperador ao trono. Esse tempo é próprio do ocidente. Estamos esperando alguém que é o próprio Cristo.

As figuras de espera do advento são apresentados Isaias, João Batista, Maria, São José.

Na espiritualidade do advento acentuamos a vigilância em alegre expectativa. A Igreja vive a grande esperança. Tempo de conversão. Enfim um comportamento que caracteriza a espiritualidade do advento é o do pobre. Não no sentido econômico, mas no sentido bíblico aquele que confiou somente em Deus.

O conteúdo das leituras, especialmente do evangelho, focaliza para os domingos um tema específico, em cada um dos 3 ciclos litúrgicos: a vigilância na espera de Cristo (primeiro domingo); um urgente convite à conversão, contido na pregação de João Batista (segundo domingo); o testemunho dado a Jesus pelo seu precursor (terceiro domingo); o anúncio do nascimento de Jesus a José e Maria (quarto domingo).

O Evangelho é retirado de Lc  Lc 21,25-28.34-36 e nos apresenta Jesus como o Messias, o Filho de Davi enviado, que anuncia, para um futuro muito próximo, a libertação pela qual todos ansiavam. A realidade antiga cede lugar aos novos tempos inaugurados por Jesus. O texto da liturgia deste domingo está situado na última parte do Evangelho lucano, a qual narra os últimos acontecimentos que se realizarão em Jerusalém – isto é, a paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Como foi mencionado anteriormente, temos no evangelho um convite à vigilância (cf. Lc 21,34-36): é necessário manter uma atenção constante, a fim de que as preocupações terrenas e as cadeias que escravizam não impeçam os discípulos de reconhecer e de acolher o Senhor que vem.

26 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).