31° Domingo do Tempo Comum | Solenidade de Todos os Santos

Mt 5,1-12a

“Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”

O evangelho lido nesta Solenidade é retirado de Mt 5, 1-12, a passagem em que é narrado o discurso de Jesus sobre as bem-aventuranças. Essa perícope está inserida no contexto do sermão da montanha (Mt 5-7) que consiste no o núcleo essencial de todo o ensinamento de Jesus.

O termo bem-aventurança significa a obtenção e posse, por parte do ser humano, de um estado de felicidade definitivo e total. Na verdade, a bem-aventurança significa  participar da vida divina, seja de maneira parcial através dos dons terrenos concedidos às criaturas, quer de forma complexa através da comunhão de vida com Ele. O Novo Testamento afirma que os bem-aventurados são aqueles que de alguma maneira participam através de Cristo dessa vida divina.

As bem-aventuranças constituem um caminho de oito etapas (v. 1-10), cuja meta é a santidade, ou seja, a configuração a Jesus.  As bem-aventuranças que abrem o sermão da montanha falam de pessoas que são atualmente felizes, mas que não dão conta de sua felicidade, devendo ainda tomar consciência dela. Mas são felizes.

As bem-aventuranças continuam a nos interpelar ainda hoje. A grande questão é: Cristãos, sabeis que sois felizes? E se não o sois, elas vos obrigam a vos perguntardes por quê. Jesus quer fazer de seus discípulos pessoas felizes e por isso fala de felicidade. Nosso Senhor não imagina que alguém possa ser seu discípulo e não ser feliz.

As pessoas felizes das quais o evangelho fala são felizes agora por causa do futuro que se abre para elas. A felicidade atual não exclui a experiência do sofrimento e da dor, mas o que existe de doloroso no presente é iluminado pelo que está porvir em um futuro. Aqui está o segredo da bem-aventurança: as pessoas são felizes porque tem esperança.