3º Domingo do tempo Comum

Mt 4,12-23

 “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”.

No dia 30 de setembro de 2019 o Papa Francisco por meio do Motu Proprio “Aperuit illis”, estabeleceu que “o III Domingo do Tempo Comum seja dedicado à celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus.

O Papa Francisco exorta a viver esse domingo “como um dia solene. Entretanto será importante que, na celebração eucarística, se possa entronizar o texto sagrado, de modo a tornar evidente aos olhos da assembleia o valor normativo que possui a Palavra de Deus (…). Neste Domingo, os Bispos poderão celebrar o rito do Leitorado ou confiar um ministério semelhante, a fim de chamar a atenção para a importância da proclamação da Palavra de Deus na liturgia.

De fato, é fundamental que se faça todo o esforço possível no sentido de preparar alguns fiéis para serem verdadeiros anunciadores da Palavra com uma preparação adequada (…). Os párocos poderão encontrar formas de entregar a Bíblia, ou um dos seus livros, a toda a assembleia, de modo a fazer emergir a importância de continuar na vida diária a leitura, o aprofundamento e a oração com a Sagrada Escritura, com particular referência à lectio divina.

No Evangelho deste domingo lemos o relato em que Jesus vai morar em Cafarnaum e começa a reunir seguidores para missão. No excerto de Mt 4,12-16 vemos que Jesus vai morar em Cafarnaum. Este fato não passa desapercebido por Mateus, para o evangelista da terra humilhada de Zabulon e Neftali, vai brilhar a luz da salvação; e vai atingir, também, os pagãos que acolherem o anúncio do Reino de Deus.

Na segunda parte (vv. 17-23) vemos que Jesus vem anunciar o Reino de Deus. O Reino de Deus é o domínio de Deus sobre o ser humano. Esse reinado é marcado pela justiça, caridade, bondade, pela misericórdia, pela preocupação de Deus em relação aos pobres e marginalizados, pela abundância e fecundidade, pela paz sem fim. Para aderir ao Reino é necessária uma verdadeira conversão.

Na perícope Jesus faz um convite à conversão. Jesus está chamando a uma mudança de mentalidade, de valores. Corresponde, fundamentalmente, a um reorientar a vida para Deus, de maneira a que Deus e os seus valores passem a estar no centro da existência do ser humano. Somente quando o homem aceita que Deus ocupe o lugar que Lhe compete, está preparado para aceitar a realeza de Deus.

Nos vv.18-22 o evangelista narra a vocação dos primeiros discípulos de Jesus. A resposta dada por Pedro, André, Tiago e João indica que esses discípulos estão dispostos a aderir a proposta de conversão oferecida por Jesus. Note bem que esse relato foge dos esquemas tradicionais, pois normalmente é o discípulo que escolhe o mestre que ele deseja seguir, mas aqui é o contrário, é Jesus que chama os discípulos que Ele escolheu.

A resposta dos quatro discípulos ao chamado é paradigmática: renunciam
à família, ao seu trabalho, às seguranças de suas vidas e seguem Jesus sem condições. Esta ruptura indicia uma opção radical por Cristo e pelas suas exigências.