5º Domingo do Tempo Comum

Mc 1,29-39

Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los.

Jesus vai a casa da sogra de Pedro e a encontra prostrada, dominada pela febre. Diz o evangelho que Jesus se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a se levantar. Três verbos importantes. Também esta é nossa missão. Primeiro sermos próximos daqueles que estão prostrados como a sogra de Pedro. Segurar a mão é o segundo gesto. Demonstrar compaixão, compromisso com o outro. Finalmente ajudar o outro a se levantar.

Esses três verbos revelam o itinerário da compaixão. Sabemos que tantos hoje também se encontram prostrados, sob o peso da dependência química, do vazio e da falta de sentido. Sigamos o itinerário de Jesus: sejamos capazes de sermos próximos, de tocar o outro e ajudá-lo a se levantar.

Após ser curada, a sogra de Pedro pôs-se a servir a todos. Assim aprendemos: o miraculado, aquele que é tocado pela graça, deve ser grato. A sogra de Pedro demonstra a gratidão servindo os presentes. Assim ela imita Jesus que veio para “servir e não para ser servido”.

Ainda dois temas aparecem. Jesus se retira para rezar. Se retira para não se perder e não ser transformado numa espécie de milagreiro. Jesus nunca perde a sintonia com o Pai. Último ponto, Jesus não se deixa monopolizar por aquela multidão, mas segue seu caminho indo ao encontro de outras aldeias e comunidades.