A Paróquia da Imaculada Conceição na Colônia do Marçal, em São João del-Rei, celebra seu Jubileu de Prata (25 anos) com uma programação especial de gratidão e renovação comunitária, destacando a trajetória da comunidade paroquial.
Segundo o pároco, Padre Antônio Claret, celebrar o Jubileu de Prata de criação e instalação da Paróquia da Imaculada Conceição é motivo de grande alegria para todos. “Podemos afirmar com certeza que aqui nasceu uma obra de Deus, pelos frutos que colhemos, disse Jesus ‘Da árvore boa se colhe bons frutos’ e é o que temos contemplado desde o início, por isso, louvamos e agradecemos a Deus por ter contemplado nossa Diocese com a criação de nossa Paróquia, uma iniciativa de Dom Waldemar e a pedido do antigo pároco de São Sebastião, em Santa Cruz de Minas. Hoje, olhamos para trás e agradecemos a Deus, mas também olhamos para frente e suplicamos a graça da perseverança em seu santo serviço. Deus nos abençoe a todos, Bispo, padres e leigos, para que possamos corresponder ao que Deus Nosso Senhor espera de nós”, pontua.
Para celebrar as bodas de criação, uma programação especial está sendo preparada à partir do próximo sábado, dia 18, com celebrações de missas, Adoração Eucarística, Bênção do Santíssimo Sacramento e participação de membros de pastorais, movimentos e comunidades. O ápice da comemoração será na terça-feira, 21, com procissão da padroeira pelas ruas do Bairro Colônia do Marçal.








História
A história da Paróquia da Imaculada Conceição remonta ao final do século XIX, quando a cidade de São João del-Rei, em Minas Gerais, tornou-se um importante centro de recepção de imigrantes italianos. Muitas famílias se estabeleceram nas margens dos rios das Mortes e Carandaí, dedicando-se principalmente à agricultura de grãos e verduras. Entre os colonos estava o senhor Brighenti Cesare, que se fixou na Várzea do Marçal.
No início do século XX, por volta de 1928, a comunidade do Marçal ainda pertencia à Paróquia de Tiradentes. Naquele ano, o filho do Sr Brighenti Cesare, o Sr Américo Deodoro Brighenti, juntamente com os senhores Otávio Giarola, Augusto Galli e Severino Giarola, procuraram o vigário de Tiradentes, Pe. José Bernardino, solicitando um espaço para expressar a religiosidade da comunidade. Atendido o pedido, foi erguido um cruzeiro, construído com doações dos moradores locais.
No Dia da Santa Cruz (03 de maio de 1928), realizou-se a bênção e a primeira missa no local. A partir de então, o pároco Sr José Bernardino passou a celebrar mensalmente a Eucaristia aos pés da Santa Cruz.
Construção da primeira capela
Dois anos depois, em 1930, os mesmos senhores, agora acompanhados do Sr Irineu Alves, solicitaram autorização para a construção de uma capela. O terreno foi doado pela família do Sr Américo Deodoro Brighenti, e a obra ficou sob responsabilidade de Augusto Galli e Luiz Davin, com apoio de pedreiros e serventes das seguintes comunidades vizinhas: Colônia do Marçal, Colônia do Giarola, Recondengo, Águas Santas e Santa Cruz.
Apesar da interrupção causada pela Revolução de 1930,a Era Vargas, a obra foi retomada e concluída. Uma capela, simples, mas bem-acabada, possuía altar, sacrário, mesa da comunhão e espaço para coral. No exterior, destacava-se duas portas laterais e uma central com cinco degraus na cor azul claro. A padroeira escolhida foi a Imaculada Conceição, mas, até a aquisição da imagem própria, foi utilizada provisoriamente uma imagem de Nossa Senhora das Graças.
Em 1936, com a criação da Paróquia de São João Bosco, a comunidade passou a ela vinculada, recebendo assistência de padres franciscanos como Frei Jordano, Frei Metelo e Frei Orlando. De 1937 a 1946, o pároco Pe. Tortorielo acompanhou a comunidade.
Em 1946, a Diocese confiou a capela aos Salesianos, o que possibilitou missas dominicais, primeiras sextas-feiras e novenas regulares. Destacaram-se nesse período os padres França, José Duarte, Henrique e Gruem. O Pe. França tornou-se muito querido, sendo conhecido como o “Vigário do Marçal”.
Com a criação da Paróquia do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em 1960, a comunidade passou a ela vinculada, tendo como pároco Padre Jacinto Lovato Filho. Como a capela já não comportava os fiéis, em 27 de agosto de 1964 foi apresentada pelo pároco Pe Jacinto Lovato, a planta da nova igreja, inspirada na forma de uma custódia. O terreno complementar foi doado pelo Sr César Brighenti Neto, que daria para a ampliação além de um espaço amplo à sua frente, o que hoje configura-se num amplo adro para acomodar os veículos e a realização das quermesses.
Construção da nova igreja
A obra da nova igreja contou com uma comissão presidida por César Brighenti Neto e vice-presidida por Roosevelt Roque da Silva Giarola, além de diversos colaboradores. Essa comissão conduziu as obras por 12 anos (1964–1976). Outras comissões sucederam-na até 1984, sempre envolvendo lideranças locais, como as famílias Brighenti, Galli, Davin, Vicentini, Giarola e outros membros dedicados.
Em 1995, foi criada a Paróquia de São Sebastião, em Santa Cruz de Minas, passando a Igreja da Imaculada a integrar esse território, sob os cuidados do pároco, Padre João Rodrigues de Paula. Para dar continuidade às obras da nova igreja, foi formada nova comissão liderada por Vicente de Paula Giarola e Odécio Gonçalves, entre outros. No dia 14 de fevereiro de 1987, Padre Claudir Possa Trindade tomou posse como pároco e permaneceu até 1994, sendo sucedido por Padre Antônio Claret Albino.
Finalmente, em 21 de abril de 2001, por decreto de Dom Waldemar Chaves de Araújo, a Igreja da Imaculada Conceição foi elevada à categoria de paróquia, tendo como primeiro pároco, Padre Antônio Claret Albino, que até os dias atuais vem transformando a paróquia em um celeiro de oração e fé.






