A Pastoral Social e a solidariedade em tempos de pandemia

Foto: Felipe Barros // Divulgação: ciclovivo.com.br

A palavra solidariedade, se procurada no dicionário, é definida por diversos tópicos, seja como sinal de simpatia, ato de piedade ou assistência moral. Mas para pensá-la em um contexto eclesial, o Catecismo da igreja Católica, no número 1942, defini como “uma virtude eminentemente cristã que pratica a partilha dos bens espirituais e que vai além dos bens materiais”. Mesmo que seja algo exclusivo para os seguidores de Cristo, a solidariedade é um bem social e comunitário, ensinado por Jesus e propagando através, principalmente, através da fé.

Já dizia a canção “Solidariedade”, interpretada pelos Cantores de Deus. “Línguas diferentes, mesmos sentimentos, fazendo de nós um só (…). O amor se comunica sem palavras”. “Penso que o ser humano, por natureza, é solidário ou, ainda é solidário, e que não deve, nunca, perder esse ideal. Mais ainda, quando passa por dificuldades, como essa pandemia e outras dificuldades particulares, a pessoa se deixa tocar, se compadece e faz acontecer. Tantas ações, tantas ajudas e comoção, tantos e tantas se doando pelo outro, ‘fazendo de nós um só’. Diante dessa pandemia, conclui-se que, no ser humano se pode esperar”, explica padre Thairo Guimarães, responsável pela Pastoral Social na diocese.

Neste momento de combate ao novo coronavírus, a solidariedade se tornou uma das principais ferramentas contra a pandemia. Distribuição de alimentos, doação de produtos de higiene pessoal e auxilio aos necessitados, enfim, são muitas ações que vem sendo realizadas na Diocese de São João del-Rei.

A Pastoral Social integra, junto com outros setores, a dimensão sócio-transformadora da ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Ela tem o objetivo de “contribuir, à luz da Palavra de Deus e das Diretrizes Gerais da CNBB, para a transformação dos corações e das estruturas da sociedade em que vivemos, em vista da construção de uma nova sociedade, o Reino de Deus”. Busca desenvolver atividades concretas que viabilizem essa transformação em situações específicas, tais como o mundo do trabalho, a realidade das ruas, o campo da mobilidade humana, as situações de marginalização, dentre outros.

“Como membro da Pastoral Social fico feliz em notar esse trabalho solidário realizado em nossa diocese. Se um ponto positivo podemos tirar desse tempo difícil é que, nos fortalecemos bem mais, criamos pontes e os nossos corações estão cheios de nomes e rostos. Fomos lançados a nos reinventar e, por isso, apostamos mais no outro, visto que não estamos sozinhos no mundo. Que esses gestos, em favor dos mais necessitamos, neste tempo, aqueça ainda mais nossa vida e a de outros que se deixaram tocar, a ser um colaborador nas pastorais e movimentos sociais de nossas paróquias. Somos estimulados no coração, que se comunica sem palavras, como diz a canção”.

Vídeo: Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação

25 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).