Após restauração, imagem primitiva volta para Paróquia de Fátima, em Barroso

A Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, da cidade de Barroso, se prepara para as festividades em comemoração ao ano jubilar de sua criação, inaugurado em 13 de maio de 2023. Neste ano, cada dia 13 de cada mês, a paróquia vai promover uma programação especial para marcar o dia votivo em honra à padroeira, Virgem de Fátima. Para celebrar a abertura das festividades em 2024, o dia 13 de janeiro vai contar com uma Santa Missa Solene em recepção à imagem primitiva da Paróquia. Essa imagem chegou à igreja por volta dos anos 1950, pelas mãos do saudoso Cônego Luiz.

“Em uma breve contextualização sobre a imagem, sabemos que ela foi adquirida muito antes da construção da igreja dedicada a ela. A memória daqueles que a viram desde sua chegada evoca uma imagem feita de gesso, na cor palha e branca, com um rosto meigo e delicado, e suas vestes bordadas de flores. Entretanto, ao longo dos anos, a imagem passou por diversas camadas de pintura de restauração que a transformaram totalmente de sua originalidade”, explica o paroquiano Theomar Lucas.

Motivada a tornar o ano jubilar ainda mais significativo, a paróquia decidiu restaurar a imagem primitiva da padroeira. O artista sacro Paulo Henrique, da cidade de Madre Deus de Minas, foi o responsável pelo trabalho. Durante o processo, foram identificadas 5 camadas de pintura nas vestes e 3 camadas na carnacão da Virgem, todas removidas cuidadosamente até atingir a camada de tinta original. Descobriu-se que a cor original do manto é no tom marfim e a túnica é branca com um sombreado azul claro.

“Infelizmente, nenhum dos bordados originais pôde ser recuperado devido a arranhaduras ocorridas em algum dos processos de restauração. A pintura foi realizada de acordo com as cores encontradas e uma releitura dos bordados através de fotos e da imagem da torre da igreja, que é uma cópia dessa pequena imagem”, explica o jovem. O artista ressaltou que a imagem da Virgem de Fátima possui traços semelhantes às imagens da Casa Sucena do Rio de Janeiro, uma das grandes fábricas da época, medindo aproximadamente 110cm em gesso, com uma proteção de goma laca para conservação.

Após um processo de restauro que durou cerca de 6 meses, a imagem retorna à paróquia, onde vai ficar exposta na sacristia para veneração dos fiéis, saindo, em procissão, todo dia 13 de maio, pelas ruas do bairro Bandeirantes, encerrando as celebrações dedicadas a ela.