Bênção e dedicação do altar da Matriz de Sant’Ana será nesta terça-feira, 02, em Lavras

A comunidade paroquial de Sant’Ana, da cidade de Lavras, viverá um momento único nesta terça-feira, 02 de dezembro: a consagração definitiva da nossa Matriz e de seu altar ao culto de Deus, um rito raro, profundo e cheio de beleza espiritual. A Dedicação é como o “batismo” da igreja e torna este lugar para sempre Casa de Deus e Porta do Céu. Durante a celebração, o altar será ungido, incensado, iluminado e revestido, revelando Cristo como centro da nossa fé. A celebração vai acontecer às 19 horas e será presidida pelo bispo diocesano, Dom José Eudes Campos do Nascimento.

O rito de dedicação do altar é uma celebração litúrgica para consagrar um novo altar ou igreja, tornando-o um local sagrado. A cerimônia inclui a aspersão de água benta, a oração de dedicação, a unção do altar com o óleo do crisma, a incensação e a deposição de relíquias dos santos. Esses ritos simbolizam a purificação, a consagração para o sacrifício eucarístico, as orações que sobem aos céus e a conexão com a fé dos primeiros cristãos.

“A dedicação do altar é um ato de fé, quando proclamamos que Cristo é o centro da nossa vida e da nossa comunidade. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Esta breve afirmação contém uma profundidade imensa. Ela nos lembra que, embora tudo neste mundo mude, Cristo permanece. O mesmo Cristo que se entregou por nós na Cruz continua a oferecer-Se, de modo sacramental, em cada Celebração Eucarística. E é precisamente este mistério que o altar torna presente: a entrega de Cristo, feita uma vez por todas, e continuamente atualizada na Eucaristia. Que deste altar brote sempre o fogo do amor divino, o perfume do sacrifício de louvor e a força da Eucaristia que transforma corações. E que cada um de nós, alimentado neste altar, se torne também um altar vivo, onde Deus seja glorificado em todas as coisas”, explica o Reitor do Seminário Diocesano São Tiago, Padre Javé Domingos da Silva.

O rito

O Altar que é o centro de toda a Igreja, onde se realiza o sacrifício eucarístico em cada Santa Missa. O celebrante incensa o altar, sendo, ainda, revestido e iluminado. O incenso é queimado sobre o altar para significar que o sacrifício de Cristo, que aí se perpetua de maneira sacramental, sobe para Deus em odor de suavidade; mas também para exprimir que as orações dos fiéis sobem até ao trono de Deus, por Ele aceites e a Ele agradáveis.

Já o revestimento, indica que o altar cristão é a ara do Sacrifício Eucarístico e a mesa do Senhor, em volta da qual os sacerdotes e os fiéis, numa mesma e única ação, embora com função diversa, celebram o Memorial da morte e ressurreição de Cristo e comem a Ceia do Senhor. Por isso, o altar é preparado e festivamente ornado como mesa do banquete sacrificial. Isto claramente significa que ele é a mesa do Senhor, da qual todos os fiéis se aproximam com alegria, para se alimentarem do alimento divino, o Corpo e o Sangue de Cristo imolado.

Os ritos da unção, da incensação, do revestimento e da iluminação do altar exprimem, em sinais sensíveis, alguns aspectos daquela obra invisível que o Senhor realiza por meio da Igreja quando ela celebra os divinos mistérios, principalmente a Eucaristia. Destaca-se o altar, que para a Igreja representa o próprio Cristo.

Em hebraico, a palavra altar significa “lugar de matança”. Em grego, significa “lugar de sacrifício”. Em latim, vem de altare, de altus, que significa “plataforma elevada”. Por isso, desde a remota antiguidade, um altar é um lugar elevado ou pedra consagrada, que servia para a celebração de ritos religiosos dirigidos à divindade.