Bispos do Brasil seguem conectados na 59ª edição da Assembleia Geral

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem realizando desde a segunda-feira, 25, a 59ª edição da Assembleia Geral da entidade. Neste ano, o evento será em duas etapas. A primeira é em formato virtual e a segunda, entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro, presencial, na cidade de Aparecida (SP).

O tema central desta edição é a “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão” e está em sintonia com o Sínodo 2021-2023 convocado pelo papa Francisco. O encontro vem abordando, também, seis temas prioritários, entre eles: o relatório anual do presidente da CNBB, o informe econômico e assuntos das Comissões Episcopais para a Liturgia, para a Tradução dos Textos Litúrgicos e para a Doutrina da Fé.

Na terça-feira, 26, os bispos dedicaram uma hora da pauta para dialogar sobre o “Novo Estatuto da CNBB”, um processo de revisão do Estatuto e Regimento da CNBB de 2002, iniciado em 2017. Eles também pontuaram os informes da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé.

Já na quarta-feira, 27, foram apresentados ao plenário da 59ª Assembleia Geral da CNBB os três grandes eventos que acontecerão em 2022 e que marcarão a vida e caminhada da Igreja no Brasil: a 10ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus, o 18º Congresso Eucarístico Nacional e a abertura do 3º Ano Vocacional. A data também foi produtivo na abordagem “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”.

Partindo do método: “escutar, discernir e agir”, o grupo analisou o contexto atual, discerniu sobre os sinais dos tempos, os processos sinodais em curso e a importância da comunidade, e indicou pistas de ação, a partir dos desafios.

Parte da sessão da tarde foi dedicada à reflexão entre a relação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023) e o Sínodo 2023. De um modo geral, os regionais confirmaram a importância da continuidade das DGAE para o próximo quadriênio, com ênfase de que elas já expressam a sinodalidade na Igreja no Brasil e que, contudo, precisam ser atualizadas de forma ainda mais participativa e sinodal, incluindo os organismos do povo de Deus em sua elaboração. A missão, apontaram os regionais, precisa ser um elemento central na vida da Igreja.

Os regionais apontaram ainda que a pandemia da Covid-19 dificultou o aprofundamento e a vivência das ideias expressas nas diretrizes e que o aspecto da caridade foi muito vivenciado em razão do avanço do coronavírus. Os regionais também apontaram que elas precisam ser atualizadas à luz do Sínodo 2023, da questão querigmática, da ministerialidade, da iniciação à vida cristã, da animação bíblica da Pastoral, da questão urbana e dos novos desafios da realidade em vista de um reencantamento dos fiéis à vida comunitária.

A Campanha da Fraternidade 2022 também ganhou espaço na programação e foi apontada como positiva e eficaz por parte dos bispos, inclusive, pela valorização da Pastoral Educacional, para que esteja bem estruturada em todas as dioceses do país. Foi, também, apresentada a prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade e o processo de preparação da Campanha da Fraternidade 2023, que abordará o tema “Fraternidade e fome” e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14, 16).

A etapa virtual da 59ª Assembleia Geral da CNBB segue até o dia 29 de abril. Até lá, ainda serão tratados diversos outros assuntos que exigem dos bispos reflexão e discernimento.

Fonte: CNBB