Comunidade Quilombola celebra Dia da Consciência Negra

A comunidade do Palmital, pertencente a Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, em Nazareno, celebrou o Dia da Consciência Negra com festividades na Capela de São Sebastião, onde os fiéis participaram da Missa dominical. O Padre José Paulo, da Paróquia de São Gonçalo do Amarante de Ibituruna, presidiu a cerimônia e expressou seu encanto pela alegria contagiante da comunidade quilombola.

Na homilia, o Padre refletiu sobre o sofrimento durante a escravidão, destacando a presença de Deus na vida daqueles que sofrem, incluindo aqueles afetados por guerras. Enfatizou que a fé é a força que nos permite suportar e superar os sofrimentos, e que o medo muitas vezes está ligado à falta de fé. Também ressaltou a importância da alegria em nossas vidas para alcançarmos o Reino dos Céus.

Padre José Paulo incentivou a busca pela melhoria pessoal, enfatizando que cada pessoa possui um dom, e é possível aprimorá-lo. Finalizando, alertou contra o medo, fazendo uma referência à parábola do evangelho sobre o empregado que enterrou seu dinheiro por medo.

O Quilombo Palmital

Os quilombos foram a principal forma de resistência ao regime escravocrata. Hoje são 3.524 comunidades quilombolas mapeadas, podendo chegar a 5.000. No Quilombo do Palmital (Nazareno-MG), o curta “Palmital luta e fé” registra na comunidade os preparativos e o festejo cultural do dia da consciência negra. O vídeo foi realizado pelo projeto “Cinema dos Quilombos, coordenado por Cardes Monção, a partir do prêmio Edital Culturas Populares Leandro Gomes de Barros do Ministério da Cultura, em parceria com o projeto Van Comunicativa, da Universidade Federal de São João del Rei – UFSJ, coordenado por Michel Montandon (mestre em Estudos de Linguagem pelo CEFET-MG e técnico da UFSJ). A equipe da oficina contou com Danilo Candombe, realizador audiovisual do Quilombo do Açude. Também foi realizada uma oficina de fotografia no Quilombo do Palmital.