IV Domingo da Páscoa

Ev Jo 10, 27-30

“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10, 27).

O quarto domingo da Páscoa é conhecido com o Domingo do Bom Pastor. Jesus se declara ser o Bom Pastor. Ele conhece as suas ovelhas. Torna-se porta para as ovelhas entrarem para um lugar seguro. Ele dá a vida pelas suas ovelhas. Com isto as ovelhas têm a confiança e a segurança, porque sabem que poderão seguir este Pastor. Assim foi o seu testemunho junto a seus discípulos, porque Ele acolheu os pecadores, curou os enfermos, revelou a todos os mistérios do Reino do Pai. Deu sua vida pela salvação de todos.

O tema do pastoreio era conhecido pelo povo hebreu, devido à região em que este povo viveu e pela cultura de um povo nômade, que devia assim manter-se em suas necessidades com a criação de ovelhas. Sabiam distinguir quem era um bom pastor e quem seria um pastor assalariado. Este tema é assimilado pela Igreja que nascia a partir da Ressurreição de Jesus. Os apóstolos tiveram a consciência de que se tornaram outros pastores para conduzir o novo povo de Deus. Pela manifestação do Espírito Santo sobre eles, sentem-se fortalecidos e capazes de levar à frente o rebanho de Deus e suscitar outros que lhes sucederiam no pastoreio. Assim, pela Tradição da Igreja, foram constituídos os ministérios ordenados na vida da Igreja.

Sendo hoje o Domingo do Bom Pastor, é momento de rezarmos a Deus para que o nosso Papa Francisco e  nós, Bispos e Presbíteros,  possamos ter sempre os mesmos sentimentos de Jesus Cristo, Bom Pastor. Como também é nosso dever rezarmos para que outros  jovens  respondam a Deus por esta vocação em nossa Igreja.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano