Mais de 350 bispos se reúnem em Aparecida para 62ª Assembleia Geral da CNBB

A 62ª Assembleia Geral Ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, realizada desde o dia 15 de abril, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida/SP, chega em sua segunda semana, reunindo mais de 350 bispos de todo o país para dias de convivência, oração e importantes definições para a missão evangelizadora da Igreja no Brasil. Do Regional Leste 2, que abrange regiões (arqui)diocesanas de Minas Gerais participam 34 bispos em exercício, incluindo o Bispo de São João del-Rei, Dom José Eudes Campos do Nascimento, além de 4 bispos eméritos, que se unem ao conjunto do episcopado brasileiro neste momento de comunhão, discernimento e corresponsabilidade. A Assembleia Geral é o órgão supremo da CNBB e expressa a colegialidade dos bispos a serviço do povo de Deus.

O tema central desta edição é a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O texto, atualizado com contribuições do Sínodo sobre a Sinodalidade, das dioceses, pastorais e organismos, será apreciado e votado pelos bispos. As diretrizes orientam a ação pastoral em todo o país, oferecendo caminhos à luz do Evangelho para a vida eclesial e a sociedade. A programação inclui ainda três temas prioritários, 20 temas diversos, quatro mensagens e dez comunicações.

Na tarde da última sexta-feira, 17 de abril, os bispos se dedicaram a apreciar o material das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil, tema central desta assembleia. O presidente da comissão das diretrizes, dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS), apresentou aos bispos o contexto no qual elas foram escritas e a forma como serão trabalhadas durante a Assembleia Geral da CNBB.

Diferentemente das votações nesta assembleia, as sugestões dos regionais a cada parágrafo do texto das diretrizes serão recebidas em fichas físicas, não de forma eletrônica, o que facilita a visualização dos pontos que precisam ser ajustados em cada parte do documento, explicou dom Leomar. Para a vigência do documento, a proposta da comissão é que as diretrizes estejam em vigor por seis anos, sendo que depois de três anos, sejam reavaliadas. Em seguida foi aberta a fila do povo para que os bispos pudessem se expressar sobre as novas diretrizes.

Já no sábado, quarto dia da 62ª AG CNBB, o episcopado brasileiro se dedicou aos trabalhos em grupo de análise do texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE). Depois de uma apresentação do documento pela comissão responsável, os bispos foram divididos em grupos por regionais, onde discutiram e deram sugestões para cada um dos capítulos do documento, que vai orientar toda a ação da Igreja nos próximos anos.

Pela manhã, os bispos se concentraram em discutir os capítulos 1, 2 e 3 das diretrizes. A partir dos debates, os presidentes dos regionais apresentaram as sugestões em plenária e por escrito para a comissão das diretrizes. No período da tarde, enquanto os bispos analisavam os capítulos finais, 4, 5 e 6, a comissão se debruçou sobre as sugestões recebidas para os primeiros capítulos do documento. A partir das contribuições dos regionais, a comissão das diretrizes irá elaborar o texto final, que será apresentado novamente aos bispos durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB para votação e aprovação.

A 62ª Assembleia Geral Ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil segue até o dia 24 de abril, próxima sexta-feira.

Informações: CNBB