Parabéns, Papa Francisco!

Sabe-se que o Pontífice não ama particularmente festas autocelebrativas, mas a vida é sempre algo a se valorizar. E não é todo dia que celebramos 86 anos. Estamos acostumados com os pedidos de oração do Santo Padre em quase todos os discursos, até mesmo a interlocutores sem religião, aos quais pede “energias positivas”. Que hoje então rezemos de maneira mais intensa pelo nosso pastor.

Francisco, na verdade, prefere celebrar outra data: a de sua ordenação sacerdotal. Poucos dias atrás, no dia 13 de dezembro, ele completou 53 anos como sacerdote. Mais de cinco décadas vividas sobre quatro fundamentos: misericórdia, sonho, sorriso e gratidão.

A sua vocação nasceu muito jovem, aos 17 anos, durante uma confissão com um sacerdote que o futuro Pontífice nem conhecia. Era 21 de setembro de 1953, memória litúrgica de São Mateus, o publicano convertido por Jesus, e nesse ato penitencial o jovem Jorge experimenta a misericórdia de Deus.

“Depois da confissão”, revelou Francisco em 18 de maio de 2013, “senti que algo mudou. Eu não era o mesmo. Tinha ouvido como uma voz, um chamado: estava convencido de que devia ser sacerdote”.

Não é de surpreender que seu lema episcopal e depois pontifício seja precisamente “Miserando atque eligendo” (“Olhou para ele com misericórdia e o escolheu”), ou seja, um trecho de uma homilia de São Beda, o Venerável, que comenta o episódio evangélico da vocação de São Mateus.

Em 13 de dezembro de 1969, Jorge Mario Bergoglio foi ordenado sacerdote pelo arcebispo Ramón José Castellano. O apelo à misericórdia ressoa frequentemente nos discursos de Francisco: “O sacerdote é um homem de misericórdia e compaixão, próximo do seu povo e servidor de todos”. E ainda, o sacerdote é “um homem de Deus 24 horas por dia, não um homem do sagrado quando usa os paramentos”.

Nas palavras do Papa, todo sacerdote deve ser também um sonhador, como São José: “Não sonhador no sentido de quem tem a cabeça nas nuvens, desligado da realidade”, mas os sacerdotes devem “saber sonhar a comunidade que ama, não se limitar a querer preservar o que existe”. Enfim, os sacerdotes não devem ser “super-homens com sonhos de grandeza”, mas “pastores com cheiro das ovelhas”.

Informações: www.vaticannews.va