Protetor contra as epidemias, São Sebastião é festejado em paróquias da Diocese

É impressionante a devoção que um soldado do império romano do século III pode ter ainda hoje no século XXI. São Sebastião é o padroeiro de várias cidades em todo o território brasileiro e foi lembrado e festejado na última quarta-feira, 20, através de missas e procissões motorizadas. Na Diocese de São João del-Rei, regiões como Santa Cruz de Minas, Ingaí, Lavras e São Sebastião da Vitória, festejaram o padroeiro.

Aclamado como padroeiro dos soldados, arqueiros e atletas, São Sebastião é muito invocado no combate às epidemias. “Nosso povo tem uma grande devoção à São Sebastião. Sua vida é um exemplo para todo cristão. Ele nos mostra seu grande amor pela Igreja, mesmo sofrendo grandes perseguições e provações. Em tempos de pandemia, quando estamos vivendo em nossa clausura domestica, são muitos os devotos que tem acompanhado as celebrações de casa, pelos meios de comunicação, acreditando na intercessão do santo para o enfrentamento dessa doença invisível”, explica Dom José Eudes que participou das festividades em algumas paróquias da região.

Com a participação presencial reduzida, diversos fiéis aproveitavam o breve tempo diante da imagem para fazer suas orações, preces e agradecimentos. “Desde muito novo aprendi a rezar, eu era pequeno e passava por inúmeras dificuldades em minha família. São Sebastião me tornou forte, me ajudou a enfrentar e a vencer vários obstáculos em minha vida. O orgulho que tenho em tê-lo como Padroeiro e ser devoto me faz a cada dia querer engrandecer e mostrar a todos como são belas as grandes obras que São Sebastião faz em nossas vidas”, desta o ingaiense, Ronaldo Costa.

Em algumas Paróquias como Senhor Bom Jesus de Matosinhos, Santo Antônio de Tiradentes e Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação, as festas de comunidades se concentraram na igreja matriz. Já em Piedade do Rio Grande o cortejo de veículos arrastou diversos devotos em São Sebastião do Paraíso.

SOBRE O SANTO

São Sebastião é de Narbonne, mas sua família é de Milão. Na época em que ele viveu os cristãos estavam sendo duramente perseguidos pelo imperador romano e o seu desejo de ajudar esses irmãos na fé foi o que levou ao serviço militar. No exército era um soldado formidável e por baixo dos paramentos militares nunca deixou de lado a sua identidade de cristão, vivendo uma autêntica vida cristã. Várias vezes alentou os perseguidos pela fé a não fraquejarem nos últimos momentos.

Quando chegou a sua hora, também não deixou de lado a sua fé, mantendo-a firmemente apesar das ameaças do imperador. Um apóstata o denunciara como cristão e o Imperador ficou triste porque o considerava um ótimo soldado, mas se ele quisesse continuar sendo soldado, deveria deixar a fé em Jesus. Como não o fez, o Imperador o condenou a ser morto a flechadas.

A imagem de São Sebastião mais comum é uma que ele se encontra amarrado a um tronco de madeira, traspassado por algumas flechas, com aparência de morto. Talvez por isso muitas pessoas ainda associem que ele morreu nesse episódio, mas esse não é o final da história. Depois de alvejado, alguns amigos perceberam que ele ainda vivia e o levaram a uma senhora muito cristã, que o curou.

 

26 anos. Natural de São João del-Rei. Secretário de Comunicação da Diocese de São João del-Rei, trabalhando no DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação). Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).