Solenidade da Assunção de Maria

(Lc 1,39-56)

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!”

No domingo após 15 de agosto a Igreja Católica no Brasil celebra a Solenidade da Assunção de Maria. O dogma da Assunção de Maria foi proclamado pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro 1950, com a publicação da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus.

A declaração dogmática assim diz: “declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Deípara, sempre virgem Maria, completado o curso da vida terrestre, foi assumida em corpo e alma na glória celeste.”[1] Significa dizer que Maria foi assumida no seio da Santíssima Trindade.

Esse ensinamento a respeito da Assunção de Maria tem ligação com a escatologia e antropologia cristãs. De acordo com a posição defendida pela escatologia atual a ressurreição do ser humano deve ser entendida como um evento que acontece de modo integral na morte. “O que se é de esperar para todos os homens – vida integra, imperdível, consumada em corporeidade na comunhão com o Deus tríuno – a Igreja já crê realizado em Maria.”[2] Maria se encontra inserida no seio da Trindade, mediante o Espírito Santo que a fecundou e a assumiu e o Filho que ela gerou.

A formulação central do dogma da Assunção diz que Maria teve uma união tão própria com a obra de Jesus, que essa união fez Maria participar de forma ressuscitada como a primeira criatura absolutamente redimida. Dessa maneira Maria é arquétipo da orientação fundamental de todo Ser Humano em Deus.[3]

Dessa maneira, ao celebrar a assunção de Maria, vemos que essa celebração ilumina a vida do cristão, pois é um sinal de esperança e modelo para todo aquele que crê. Maria deve ser vista como exemplo a ser mitado, pois assim como a Trindade agiu em Maria, ela agirá em todas as pessoas que se deixarem guiar pelo exemplo da Mãe de Deus.

[1] DS 3903.
[2] Theodor SCHNEIDER (org.), Manual de Dogmática, 2001, p. 168, (v. 2)
[3] Cf. Gerhard Ludwig MÜLLER, Dogmática católica: Teoria e prática da teologia, 2015, p. 359.