Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

Lc 1,39-56

“BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES E BENDITO É O FRUTO DO TEU VENTRE!”

A Igreja celebra a assunção de Maria. dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim foi definido pelo Papa Pio XII, em 1950, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus.

A declaração dogmática assim diz: “declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Deípara, sempre virgem Maria, completado o curso da vida terrestre, foi assumida em corpo e alma na glória celeste.” Significa dizer que Maria foi assumida no seio da Santíssima Trindade.

Esse ensinamento a respeito da Assunção de Maria tem ligação com a escatologia e antropologia cristãs. De acordo com a posição defendida pela escatologia atual a ressurreição do ser humano deve ser entendida como um evento que acontece de modo integral na morte. “O que se é de esperar para todos os homens – vida integra, imperdível, consumada em corporeidade na comunhão com o Deus tríuno – a Igreja já crê realizado em Maria.” Maria se encontra inserida no seio da Trindade, mediante o Espírito Santo que a fecundou e a assumiu e o Filho que ela gerou.

A formulação central do dogma da Assunção diz que Maria teve uma união tão própria com a obra de Jesus, que essa união fez Maria participar de forma ressuscitada como a primeira criatura absolutamente redimida. Dessa maneira Maria é arquétipo da orientação fundamental de todo Ser Humano em Deus.

Dessa maneira queremos apresentar Maria como sinal de esperança e modelo para todo aquele que crê. Ela deve ser vista como exemplo a ser mitado, pois assim como a Trindade agiu em Maria, ela agirá em todas as pessoas que se deixarem guiar pelo exemplo da Mãe de Deus.

Theodor SCHNEIDER (org.), Manual de Dogmática, 2001, p. 168, (v. 2)

Cf. Gerhard Ludwig MÜLLER, Dogmática católica: Teoria e prática da teologia, 2015, p. 359.