1º Domingo da Quaresma

Mt 4,1-11

 “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”

Com a quarta-feira de Cinzas iniciamos o tempo da Quaresma. O tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor exclusive.

A quaresma consiste no período quarenta dias considerados à luz do simbolismo bíblico que dá a este tempo um caráter salvífico-redentor.[1] “O Tempo da Quaresma visa preparar a celebração da Páscoa; a liturgia quaresmal, com efeito, dispõe para a celebração do mistério pascal tanto os catecúmenos, pelos diversos graus de iniciação cristã, como os fiéis, pela comemoração do batismo e penitência.”[2]

“O anual caminho de penitência da Quaresma é o tempo de graça, durante o qual se sobe ao monte santo da Páscoa. Com efeito, a Quaresma, pela sua dúplice característica, reúne catecúmenos e fiéis na celebração do mistério pascal. Os catecúmenos, quer por meio da ‘eleição’ e dos ‘escrutínios’ quer mediante a catequese, são admitidos aos sacramentos da iniciação cristã; os fiéis, ao contrário, por meio da escuta mais frequente da Palavra de Deus e de uma oração mais intensa são preparados, com a Penitência, para renovar as promessas do Batismo”[3]

O sentido espiritual desse tempo fica expresso no Prefácio da Quaresma I, no qual se lê: “Vós concedeis aos cristãos esperar com alegria, cada ano, a festa da Páscoa. De coração purificado, entregues à oração e à prática do amor fraterno, preparamo-nos para celebrar os mistérios pascais, que nos deram vida nova e nos tornaram filhas e filhos vossos.”

O I domingo da Quaresma assinala o início do sinal sacramental da nossa conversão, tempo favorável para a nossa salvação. O Evangelho apresenta, de forma  clara, o exemplo de Jesus. Ele recusou – de forma absoluta – uma vida vivida à margem de Deus e dos seus projetos. A Palavra de Deus garante que, na perspectiva cristã, uma vida que ignora os projetos do Pai e aposta em esquemas de realização pessoal é uma vida perdida e sem sentido; e que toda a tentação de ignorar Deus e as suas propostas é uma tentação diabólica e que o cristão deve rejeitar.

[1] Cf. CELAM. Manual de Liturgia I: a celebração do mistério pascal. 7 ed. São Paulo: Paulus, 2007. p.192.

[2] NUAL 27.

[3] PS 6.