O Conselho Diocesano de Pastoral (CODIPA) realizou no último sábado, dia 08, uma reunião com o objetivo de partilhar e refletir a primeira exortação apostólica “Dilexi te” do Papa Leão XIV, sobre o amor para com os pobres. O evento aconteceu na Paróquia Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em São João del-Rei, e contou com a presença de representantes dos presbíteros, religiosos, paróquias, pastorais e movimentos atuantes na Diocese.
Padre Jorge Wilsson Fonseca, Coordenador Diocesano de Pastoral, ficou a cargo de acolher os participantes, juntamente com o padre anfitrião, Padre Vinicius Campos. “A reunião do Conselho Diocesano de Pastoral nos ajudou a compreender e acolher a palavra da Igreja no tempo presente. Toda nossa pastoral diocesana deve levar em conta o planejar grande apelo do Papa que afirma que todas as vozes necessitam de ser acolhidas no processo de evangelização”, destacou Padre Jorge.
Após a acolhida e as orações iniciais, a palavra foi direcionada ao Seminarista Jordano Paulo. O jovem apresentou a exortação apostólica “Dilexi te” do Papa Leão XIV onde o Santo Padre recorda que “no rosto ferido dos pobres encontramos impresso o sofrimento dos inocentes e, portanto, o próprio sofrimento de Cristo.” (…) “A fé que não se traduz em amor concreto corre o risco de se tornar palavra vazia”. A exortação desafia a viver a fé de modo que ela se evidencie no cuidado pelos mais frágeis, tornando-se serviço e presença concreta. Como Igreja particular, somos chamados a responder ao apelo: “A condição dos pobres representa um grito que, na história da humanidade, interpela constantemente a nossa vida, as nossas sociedades, os sistemas políticos e económicos e, sobretudo, a Igreja”.
São cinco capítulos que apresentam a proximidade de Jesus com os pobres e o clamor que surge deles; a escolha de Deus pelos pobres; a proximidade da Igreja, que os toma como verdadeira riqueza; o desafio de ser presença diante das desigualdades e da economia que mata, e de fazer dos pobres sujeitos de transformação; e o desafio permanente e inadiável de renovar o exemplo do Bom Samaritano.
Refletir essa temática em meio ao Conselho Diocesano de Pastoral se faz importante, afinal, o documento coloca frente à identidade pastoral da Igreja: não apenas anunciar o Evangelho, mas viver o Evangelho, com preferência pelos pobres e excluídos. Além, claro, de ajudar a pensar as práticas da Diocese — de atenção aos pobres, às periferias, àquilo que se faz por compaixão e justiça — como parte integrante da missão da Igreja, e convocar a todos a revisar se os planos de pastoral (catequese, liturgia, serviço social, evangelização) incorporam essa dimensão da “Igreja pobre para os pobres”, como caminho de fidelidade ao Senhor.
O Conselho Diocesano de Pastoral é um órgão consultivo na Igreja Particular e muito recomendável pela relevância de sua finalidade, conforme se verifica no cânon 511 do CDC. Ao Conselho Pastoral “compete, sob a autoridade do bispo, examinar e avaliar as atividades pastorais na diocese e propor conclusões práticas sobre elas”.
O Conselho é formado pelo Bispo diocesano; Vigário Geral; Coordenador Diocesano de Pastoral; Ecônomo; Representante dos Presbíteros; Vigários forâneos e dois representantes leigos de sua forania; Um seminarista da Teologia; O representante dos religiosos; Diácono permanente; Secretária do Conselho; Secretário diocesano de Pastoral; Assessor eclesiástico de cada movimento e pastoral, assim como os respectivos padres que dirigem espiritualmente os grupos, além de coordenadores diocesanos de pastorais e movimentos.


































