Padre Fernando Salomão celebra jubileu de prata sacerdotal

Há 25 anos, precisamente no dia 8 de fevereiro de 1992, o resende-costense Fernando Salomão Resende se prostrava no presbitério da igreja matriz de Nossa Senhora da Penha para receber o sacramento da Ordem do Presbiterado. 25 anos depois, padre Fernando voltou ao mesmo local para celebrar e agradecer a Deus e a Virgem da Penha pelo jubileu de prata sacerdotal.

Em clima de júbilo, a Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França recebeu, na noite do dia 8 de fevereiro, além dos paroquianos, familiares e amigos do sacerdote, centenas de visitantes vindos de diversas paróquias da Diocese de São João del-Rei, onde padre Fernando exerceu seu ministério. A solene celebração eucarística foi presidida pelo padre Fernando, concelebrada por diversos sacerdotes da Diocese e pelo bispo emérito, dom Waldemar Chaves de Araújo, que pregou a homilia. O grupo “Ministério da Música Rios de Água Viva”, da Paróquia de Santo Antônio de Pádua de Itutinga, abrilhantou a celebração.

Em sua homilia, dom Waldemar exaltou o ministério sacerdotal fundamentando-se na vida e no testemunho de três grandes pilares do cristianismo: o apóstolo Paulo, Santo Agostinho e São João Maria Vianney. Este último, padroeiro dos sacerdotes.

 

Ministério

Padre Fernando Salomão exerceu grande parte do seu sacerdócio na Paróquia de Santo Antônio de Pádua, em Itutinga (MG), onde chegou no dia 3 de janeiro de 1993, após ter sido vigário paroquial nas paróquias de Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação, em Andrelândia, e São Sebastião, em Lavras. Os 22 anos de trabalho em Itutinga marcaram profundamente a vida e o ministério do sacerdote: “Passei praticamente esses 25 anos de sacerdócio em Itutinga. Posso dizer que foi lá que aprendi a ser padre. Por isso, tenho um carinho muito grande e especial pela Paróquia de Santo Antônio de Pádua. Foi um período muito bom em minha vida e em meu ministério”, diz padre Fernando.

Padre Fernando deixou a paróquia de Itutinga no dia 2 de fevereiro de 2015. Durante seis meses foi vigário paroquial na Paróquia de São Sebastião de Lavras e, por último, trabalhou na Paróquia de Sant’ Ana do Barroso, em Barroso (MG).

Aos 58 anos de idade, padre Fernando iniciará nova missão a partir do dia 18 de fevereiro. Após obter autorização do bispo diocesano de São João del-Rei, dom Célio de Oliveira Goulart, o sacerdote fará uma experiência missionária na Igreja Maronita, em São Paulo. “Descobri que alguns antepassados da minha família foram religiosos da Igreja Maronita (um patriarca, cinco bispos e mais de 50 padres)”, conta padre Fernando, que possui ascendência libanesa – seus avós maternos vieram do Líbano para o Brasil, no final do século XIX. “Daí vêm as minhas raízes com a Igreja Maronita”, esclarece.

Adaptar-se a uma nova realidade cultural e religiosa traz desafios ao padre Fernando. “Aí é que está (risos). A gente não sabe direito o que vai acontecer. O rito, por exemplo, é totalmente diferente do nosso. O rito maronita permite que celebremos em qualquer idioma, mas a consagração só pode ser feita em aramaico, língua que Jesus falou, e a fórmula deve ser cantada”, explica o sacerdote.

Questionado sobre por que decidiu aproximar-se somente agora da Igreja Maronita, padre Fernando afirma: “Porque foi agora que surgiu a oportunidade. Descobri que sou Maronita e me adaptei ao rito latino, porque a Igreja Maronita não dá assistência aqui”.

Mestre e amigo

Quando recorda-se dos momentos especiais de sua vida, padre Fernando não se esquece daquele a quem se refere como “mestre e amigo”, o saudoso ex-pároco de Resende Costa, monsenhor Nélson Rodrigues Ferreira (1914-1988). “Em 1982, estudei latim com o monsenhor Nélson. Na casa paroquial, lia com ele a Bíblia Sagrada durante o café da manhã”, lembra-se padre Fernando.

Foi monsenhor Nélson quem preparou e enviou, em 1983, o jovem Fernando Salomão ao Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, de Juiz de Fora, onde obteve a formação sacerdotal em filosofia e teologia. “Eu me inspiro sempre nele. O ser padre e o meu jeito de ser têm como grande inspiração e referência o monsenhor Nélson”, revela.

Padre Fernando aproveitou para agradecer “a Deus, aos meus pais e familiares e, especialmente, a dom Célio que me liberou para fazer essa experiência missionária”.

Fonte: Jornal das Lajes

Fotografias: Letícia Resende / Pascom Resende Costa