A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Lavras, se prepara para um momento especial de fé, tradição e valorização do trabalho no campo com a realização da 1ª Festa do Café e outros grãos. O evento nasce com o propósito de unir espiritualidade e cultura agrícola, destacando a importância dos produtores rurais para a região.
A programação tem início no domingo, dia 26 de abril, com missa e bênção para a colheita, marcada para às 13 horas, na Comunidade das Três Barras, na residência do Senhor Ademar (Mazinho) e da dona Altina. A celebração busca pedir a proteção divina para os agricultores, suas lavouras e todo o ciclo produtivo, reconhecendo o esforço e a esperança depositados em cada safra.
“A ideia nasceu dos próprios paroquianos, envolvidos com as atividades e na vida do campo, por isso, nós vamos realizar a primeira festa do café na comunidade e, assim, valorizar os produtores rurais. A expectativa é que a festa se torne parte do calendário paroquial. Eu já participei de outras festas similares, em outros municípios da região, e percebo a crescente devoção à Nossa Senhora do Café. Pessoas que se reúnem para rezar. Quem produz, trabalha a terra, está produzindo sementes, e pedem bênçãos para esse serviço. Então, a ideia é essa, valorizar quem produz, não só café, mas outros grãos também”, explica o pároco o organizador do evento, padre Clayton Nogueira.


Segundo o pároco, a festa representa mais do que um evento religioso, é uma forma de reconhecer a riqueza da terra e fortalecer os laços entre fé, trabalho e comunidade. Inspirada na devoção mariana, a proposta reforça a espiritualidade presente no cotidiano do campo. “O café abraça a nossa tradição mineira. É comum tomar um cafezinho depois de nossas celebrações. Sendo assim, a tradição de servir o café, de estar ali reunindo a comunidade, é uma forma de aproximar as pessoas. Isso tudo faz parte. O nosso saudoso Papa Francisco, por exemplo, falava da importância de promover a cultura do encontro. E, às vezes, a vida corrida do trabalhador do campo, que produz o café, impossibilita a realização desses encontros. Então, promover essa celebração, a festa, o encontro e o cafezinho, são formas de estreitar os laços e ter uma convivência mais fraterna, momento único de fé, encontro e valorização das nossas origens. Uma celebração que vai muito além do café, reforçando os laços da comunidade e a importância da partilha”, conclui o sacerdote.





